ONU quer investimentos de governos em acesso à tecnologia da informação e comunicação
A Austrália, com população de 21 milhões, tem mais assinantes de banda larga do que a África, com 900 milhões de habitantes.
A defasagem, segundo o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Supachai Panitchpakdi, aumenta ainda mais pelo fato de as redes existentes em muitas economias pobres frequentemente oferecerem velocidades menores a preços mais altos do que em outros lugares; além disto, dentro dos países, o uso comercial das tecnologias de informação e comunicação varia muito e um dos principais aspectos negativos é que as grandes empresas usam mais as tecnologias do que as médias e pequenas.
Segundo Panitchpakdi, isso tem importantes implicações muito graves, já que, nas nações mais pobres, as pequenas empresas são a grande maioria e geram milhões de empregos; há ainda, para piorar a situação, defasagem entre áreas rurais e urbanas.
“O incremento do uso das tecnologias, especialmente pelo comércio, ajuda a combater a pobreza, por isto é necessário que os governos invistam na utilização das tecnologias por parte de pessoas e de pequenas e médias empresas. A utilização das tecnologias é afetada por outros fatores, como os baixos níveis de alfabetização e instrução, além das carências locais de conteúdo, por isto exige políticas governamentais voltadas à educação e à solução de outros os problemas sociais”, adverte o secretário-geral da Unctad .
O governo brasileiro tem atuado com firmeza diante da necessidade de inserção tecnológica não só facilitando o acesso digital da população, mas exigindo dos fornecedores de banda larga custos adequados.
Sabe-se que, no Brasil, o uso de banda larga tem preço até quatro ou cinco vezes superior aos praticados nos EUA e Europa.
O acesso da pequena e média empresa à tecnologia também tem sido prioridade governamental, com linhas de crédito e incentivos fiscais à formação e treinamento de mão de obra.
Pesquisas recentes mostram que desenvolvimento sites de e-commerce padrão Ponto Frio, Americanas, Wall Mart, Submarino exigem investimento acima de R$ 10 milhões, fora os custos elevados de manutenção e permanente atualização tecnológica, com equipes de dezenas de profissionais, tais como programadores, analistas, webdesigners, arquitetos de informação e outros profissionais de usabilidade. São valores insuportáveis e muitas vezes inimagináveis por pequenas e médias empresas.
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