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Extrema direita norte-americana expande-se com bandeira contra Obama

Desde ano passado, o MercadoGlobal publica denúncias, desta vez confirmadas pelo jornal argentino Página 12, sobre o crescimento, nos EUA, de grupos racistas, milícias anti-imigrantes e organizações neonazistas.
Segundo o Southern Poverty Law Center (SPLC), organização não governamental que monitora a ação de extremistas norte-americanos de ultradireita, os Patriotas Antigovernamentais, que tem o presidente Barack Obama como inimigo número 1, cresceram 244% em 2009, passando de 149 para 512 grupos com centenas de militantes cada.
O SPLC informou no relatório “A Fúria da Direita”, que  esse crescimento foi causado por mudanças demográficas do país, pela crescente dívida pública, pela problemática econômica e por iniciativas do presidente Obama,  consideradas  socialistas.
Também ampliaram-se os grupos de ódios racistas – de 926 em 2008 a 932 em 2009.
A expansão teria sido muito maior em 2009 se não fosse o desaparecimento do Partido Americano Nacional de Trabalhadores Socialistas, rede neonazista cujo fundador foi preso em 2008.
Os grupos extremistas nacionalistas – paramilitares que lutam por restrições à imigração e confrontam  imigrantes, cresceram 80%, de 173 em 2008 a 309 em 2009.
Segundo o SPLC, em conjunto, essas três correntes da direita radical – os grupos de ódio, os grupos extremistas nacionalistas e as organizações Patriotas –  aumentaram em mais de 40%, crescendo de 1.248 grupos em 2008 a 1.753 em 2010.
” Os extremistas de direita assassinaram seis oficiais das forças de segurança desde que Obama assumiu. Skinheads e racistas foram presos em supostos planos para assassinar o presidente Obama”, afirma o relatório da ONG.

Clique aqui e leia o texto do jornal Página 12, em português.