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	<title>Mercado Global</title>
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	<description>Relações internacionais e globalização vistas pelos povos dos países emergentes</description>
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		<title>Sra. Hillary tentou ditar o que o Brasil teria de fazer</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 01:05:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A visita da Sra. Hillary ao Brasil
Emerson Leal – Doutor em Física      Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos.
CartaCapital nº 586 fez a seguinte assertiva a propósito da recente visita de Hillary Clinton ao Brasil: “Hillary falou o que quis e ouviu o que não queria”.
Realmente, é impressionante ver a desenvoltura da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A visita da Sra. Hillary ao Brasil</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Emerson Leal – Doutor em Física      Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">CartaCapital nº 586 fez a seguinte assertiva a propósito da recente visita de Hillary Clinton ao Brasil: “Hillary falou o que quis e ouviu o que não queria”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Realmente, é impressionante ver a desenvoltura da ilustre Secretária de Estado dos EUA insinuando o que o Brasil teria de fazer ou deixar de fazer. Afinal, não estamos em 1997 quando – como lembra a revista – tínhamos “uma Brasília disposta a prestar vassalagem à hiperpotência”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para entender tal comportamento de Hillary, talvez tenhamos de apelar a Freud, por um lado, e, por outro, resgatar o significado prático da Doutrina Monroe, como lembra Chomsky: “os EUA consideram, nas relações com outros países, apenas e tão somente “seus próprios interesses. A integridade das outras nações americanas é um mero acidente”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O presidente Woodrow Wilson, por exemplo, que é considerado o ‘grande apóstolo da autodeterminação’, agiu segundo os princípios da Doutrina ao invadir o Haiti e a República Dominicana, “onde seus soldados assassinaram, destruíram e demoliram o sistema político vigente, deixando as empresas norte-americanas firmemente no controle e preparando, assim, o cenário para ditaduras brutais e corruptas” (Chomsky).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O escritor norte-americano John Steinbeck, em Vinhas da Ira, também pode ajudar-nos a entender; ao descrever a forma como uma parte do México foi subtraída dos mexicanos, disse ele : “A Califórnia já pertenceu ao México, e suas terras aos mexicanos; e uma horda de americanos esfarrapados e loucos assaltou-a. E tal era a sua fome de terra que eles tomaram essas terras dos Guerrero, dos Sutter, e tomaram e rasgaram os respectivos documentos de posse (&#8230;). Os mexicanos eram fracos e subalimentados. Não puderam resistir (&#8230;).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Madame Hillary, provavelmente possuída pelo espírito da Doutrina Monroe e usando métodos mais sutis, tentou exercer uma série de pressões sobre o governo Lula para obter apoio na tentativa de recuperar espaços políticos perdidos pelos EUA nos últimos tempos; primeiro, insinuando que o Irã mente para o Brasil sobre o seu programa nuclear e que Lula não deveria visitar o país de Ahmadinejad; segundo, pedindo que o Brasil reconheça o novo governo de Honduras, fruto de um golpe de estado articulado pelo Tio Sam.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nosso presidente respondeu à altura: “Só tenho de prestar contas ao povo brasileiro – disse Lula –, e completou: “Os EUA nunca me pediram para viajarem a qualquer país; não têm que prestar contas a mim”. Além disso, o Irã é um país para o qual o Brasil exporta mais de US$ 1 bilhão por ano e temos todo o interesse do mundo em aprofundar esses laços.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dá para entender as preocupações e pretensões norte-americanas. Vários países latino-americanos libertaram-se da ‘vassalagem’ de seus líderes aos interesses da hiperpotência – não é por outro motivo que a Venezuela de Hugo Chávez e a Bolívia de Evo Morales são demonizados dia e noite pela nossa mídia subalterna. A 4ª Frota dos EUA foi reativada com fins intimidatórios. Brasil e Irã avançando em pesquisas na área nuclear pode significar perda de mercado pelos EUA. Simples assim.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como diria Galileo-Galilei, Eppur si muove!</div>
<h5>Emerson Leal<br />
Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos</h5>
<p>CartaCapital nº 586 fez a seguinte assertiva a propósito da recente visita de Hillary Clinton ao Brasil: “Hillary falou o que quis e ouviu o que não queria”.</p>
<p>Realmente, é impressionante ver a desenvoltura da ilustre Secretária de Estado dos EUA insinuando o que o Brasil teria de fazer ou deixar de fazer. Afinal, não estamos em 1997 quando – como lembra a revista – tínhamos “uma Brasília disposta a prestar vassalagem à hiperpotência”.</p>
<p>Para entender tal comportamento de Hillary, talvez tenhamos de apelar a Freud, por um lado, e, por outro, resgatar o significado prático da Doutrina Monroe, como lembra Chomsky: “os EUA consideram, nas relações com outros países, apenas e tão somente seus próprios interesses. A integridade das outras nações americanas é um mero acidente”.</p>
<p>O presidente Woodrow Wilson, por exemplo, que é considerado o ‘grande apóstolo da autodeterminação’, agiu segundo os princípios da Doutrina ao invadir o Haiti e a República Dominicana, “onde seus soldados assassinaram, destruíram e demoliram o sistema político vigente, deixando as empresas norte-americanas firmemente no controle e preparando, assim, o cenário para ditaduras brutais e corruptas” (Chomsky).</p>
<p>O escritor norte-americano John Steinbeck, em Vinhas da Ira, também pode ajudar-nos a entender; ao descrever a forma como uma parte do México foi subtraída dos mexicanos, disse ele : “A Califórnia já pertenceu ao México, e suas terras aos mexicanos; e uma horda de americanos esfarrapados e loucos assaltou-a. E tal era a sua fome de terra que eles tomaram essas terras dos Guerrero, dos Sutter, e tomaram e rasgaram os respectivos documentos de posse (&#8230;). Os mexicanos eram fracos e subalimentados. Não puderam resistir (&#8230;).</p>
<p>Madame Hillary, provavelmente possuída pelo espírito da Doutrina Monroe e usando métodos mais sutis, tentou exercer uma série de pressões sobre o governo Lula para obter apoio na tentativa de recuperar espaços políticos perdidos pelos EUA nos últimos tempos; primeiro, insinuando que o Irã mente para o Brasil sobre o seu programa nuclear e que Lula não deveria visitar o país de Ahmadinejad; segundo, pedindo que o Brasil reconheça o novo governo de Honduras, fruto de um golpe de estado articulado pelo Tio Sam.</p>
<p>Nosso presidente respondeu à altura: “Só tenho de prestar contas ao povo brasileiro – disse Lula –, e completou: “Os EUA nunca me pediram para viajarem a qualquer país; não têm que prestar contas a mim”. Além disso, o Irã é um país para o qual o Brasil exporta mais de US$ 1 bilhão por ano e temos todo o interesse do mundo em aprofundar esses laços.</p>
<p>Dá para entender as preocupações e pretensões norte-americanas.</p>
<p>Vários países latino-americanos libertaram-se da ‘vassalagem’ de seus líderes aos interesses da hiperpotência – não é por outro motivo que a Venezuela de Hugo Chávez e a Bolívia de Evo Morales são demonizados dia e noite pela nossa mídia subalterna.</p>
<p>A 4ª Frota dos EUA foi reativada com fins intimidatórios. Brasil e Irã avançando em pesquisas na área nuclear pode significar perda de mercado pelos EUA. Simples assim.</p>
<p>Como diria Galileo-Galilei, Eppur si muove!</p>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:07:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Ingleses desprezam resoluções da ONU sobre Malvinas
As reservas de petróleo nas ilhas são, no mínimo, de 60 bilhões de barris (próximas às do pré-sal brasileiro). Leia mais
Extrema direita norte-americana expande-se com bandeira contra Obama
Desde ano passado, o MercadoGlobal publica denúncias, desta vez confirmadas pelo jornal argentino Página 12, sobre o crescimento, nos EUA, de grupos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="font-size: 2em;">Ingleses desprezam resoluções da ONU sobre Malvinas</h1>
<p>As reservas de petróleo nas ilhas são, no mínimo, de 60 bilhões de barris (próximas às do pré-sal brasileiro). <a href="http://www.mercadoglobal.info/europa/411/"><strong>Leia mais</strong></a></p>
<h1>Extrema direita norte-americana expande-se com bandeira contra Obama</h1>
<p>Desde ano passado, o MercadoGlobal publica denúncias, desta vez confirmadas pelo jornal argentino<strong> Página 12</strong>, sobre o crescimento, nos EUA, de grupos racistas, milícias anti-imigrantes e organizações neonazistas.<br />
Segundo o Southern Poverty Law Center (SPLC), organização não governamental que monitora a ação de extremistas norte-americanos de ultradireita, os Patriotas Antigovernamentais, que tem o presidente Barack Obama como inimigo número 1, cresceram 244% em 2009, passando de 149  para 512 grupos com centenas de militantes cada.<br />
O SPLC informou no relatório &#8220;A Fúria da Direita&#8221;, que  esse crescimento foi causado por mudanças demográficas do país, pela crescente dívida pública, pela problemática econômica e por iniciativas do presidente Obama,  consideradas  socialistas.<br />
Também ampliaram-se os grupos de ódios racistas – de 926 em 2008 a 932 em 2009.<br />
A expansão teria sido muito maior em 2009 se não fosse o desaparecimento do Partido Americano Nacional de Trabalhadores Socialistas, rede neonazista cujo fundador foi preso em 2008.<br />
Os grupos extremistas nacionalistas – paramilitares que lutam por restrições à imigração e confrontam  imigrantes, cresceram 80%, de 173 em 2008 a 309 em 2009.<br />
Segundo o SPLC, em conjunto, essas três correntes da direita radical – os grupos de ódio, os grupos extremistas nacionalistas e as organizações Patriotas –  aumentaram em mais de 40%, crescendo de 1.248 grupos em 2008 a 1.753 em 2010.<br />
&#8221; Os extremistas de direita assassinaram seis oficiais das forças de segurança desde que Obama assumiu. Skinheads e racistas foram presos em supostos planos para assassinar o presidente Obama&#8221;, afirma o relatório da ONG.</p>
<p>Clique <strong><a href="http://www.mercadoglobal.info/europa/milicias-de-extrema-direita-proliferam-nos-eua/">aqui</a></strong> e leia o texto do jornal Página 12, em português.</p>
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		<title>Milícias de extrema direita proliferam nos EUA</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 12:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O jornal argentino Página 12 denuncia o crescimento, nos EUA, de grupos racistas, milícias anti-imigrantes e organizações neonazistas. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O número de grupos extremistas de ultradireita cresceu enormemente nos Estados Unidos com a presidência de Barack Obama, quando as milícias e outros grupos estouraram em loucas teorias da conspiração, explodindo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal argentino Página 12 denuncia o crescimento, nos EUA, de grupos racistas, milícias anti-imigrantes e organizações neonazistas. A tradução é de Moisés Sbardelotto.</p>
<p>O número de grupos extremistas de ultradireita cresceu enormemente nos Estados Unidos com a presidência de Barack Obama, quando as milícias e outros grupos estouraram em loucas teorias da conspiração, explodindo a ira populista no país, segundo um relatório emitido nesta sexta-feira pelo Southern Poverty Law Center (SPLC), uma organização não governamental que monitora o assunto.<br />
Os chamados grupos Patriotas Antigovernamentais – milícias e outras organizações extremistas que veem o governo federal como seu inimigo – surgiram no último ano depois de mais de uma década em silêncio. O SPLC documentou 244% de aumento no número de grupos &#8220;Patriot&#8221; ativos em 2009. Seus números cresceram de 149 grupos em 2008 a 512 grupos em 2009, um aumento de 363 novos grupos em um só ano.<br />
Segundo o relatório, intitulado &#8220;A Fúria da Direita&#8221;, os grupos Patriotas foram alimentados pela fúria sobre as mudanças demográficas do país, a crescente dívida pública, a problemática econômica e uma série de iniciativas do presidente Obama, que foram chamadas de &#8220;socialistas&#8221; e até de &#8220;fascistas&#8221; pelos seus oponentes políticos.<br />
&#8220;Esse extraordinário crescimento é motivo de sérias preocupações&#8221; – disse o editor do boletim Intelligence Report, Mark Potok. &#8220;As pessoas associadas ao movimento Patriotas durante seu pico na década de 90 produziram grande violência, especialmente o atentado na cidade de Oklahoma, que deixou 168 mortos&#8221;. O movimento Patriotas calou fundo na cena política conservadora, de acordo com o novo relatório. &#8220;Os &#8216;tea parties&#8217; e os grupos similares que surgiram nos últimos meses não podem, por honra à verdade, considerar-se grupos extremistas, mas estão atravessados por ideias radicais, teorias conspirativas e racismo&#8221;, diz o relatório.<br />
Diferentemente da década de 90, as ideias centrais do movimento Patriotas estão sendo promovidas por pessoas que reúnem grandes públicos, como Glenn Beck, da FOX News, e Michelle Bachmann, representante republicana de Minnesota. Beck, por exemplo, revigorizou uma teoria chave conspiratória dos Patriotas – a acusação de que a Agência Federal Emergency Management está dirigindo em segredo campos de concentração – antes de &#8220;desacreditá-los&#8221; finalmente.<br />
O crescimento dos grupos Patriotas chega em um momento em que o número de grupos de ódio racistas está em níveis recordes – aumentando de 926 em 2008 a 932 em 2009. O crescimento coroa uma década em que o número de grupos de ódio aumentou em 55%. A expansão teria sido muito maior em 2009 se não fosse o desaparecimento do Partido Americano Nacional de Trabalhadores Socialistas, uma rede neonazista cujo fundador foi preso em 2008.</p>
<p>Também houve um aumento de grupos &#8220;extremistas nacionalistas&#8221; – organizações paramilitares que vão além de advogar por políticas estritas de imigração e, na realidade, confrontam ou acossam imigrantes suspeitos. Esses grupos cresceram de 173 em 2008 a 309 em 2009, um aumento de quase 80%. Essas três correntes da direita radical – os grupos de ódio, os grupos extremistas nacionalistas e as organizações Patriotas – são os elementos mais voláteis da paisagem da política norte-americana. Tomados em conjunto, seus números aumentaram em mais de 40%, crescendo de 1.248 grupos em 2008 a 1.753 neste ano.<br />
Já existem sinais de reminiscências da violência da direita radical dos 90. Os extremistas de direita assassinaram seis oficiais das forças de segurança desde que Obama assumiu. Skinheads, racistas e outros foram presos em supostos planos para assassinar o presidente. Mais recentemente, indivíduos com opiniões antigovernamentais e racistas foram presos em uma série de casos com bombas.<br />
Os grupos de ódio na lista desse relatório incluem os neonazistas, nacionalistas brancos, neoconfederados, skinheads racistas, membros do Ku Klux Klan e separatistas negros. Outros grupos de ódio têm como alvo gays ou imigrantes, e alguns se especializam em produzir música racista ou propaganda que nega o Holocausto.</p>
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		<title>Ilhas Malvinas: agora são os ingleses que desprezam a ONU</title>
		<link>http://www.mercadoglobal.info/europa/411/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 04:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Emerson Leal
Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos
A disputa pelas Malvinas –ou Falkland para os ingleses – entra mais uma vez na ordem do dia. Antes de comentar a atitude imperial e de desprezo a resoluções da ONU pela Inglaterra, resgatemos um pedacinho da história.
As ilhas foram descobertas em 1520 pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: left;"><strong>Emerson Leal<br />
</strong>Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos</h5>
<p>A disputa pelas Malvinas –ou Falkland para os ingleses – entra mais uma vez na ordem do dia. Antes de comentar a atitude imperial e de desprezo a resoluções da ONU pela Inglaterra, resgatemos um pedacinho da história.<br />
As ilhas foram descobertas em 1520 pela Espanha.<br />
No século XVIII pescadores franceses de focas e leões-marinhos, que a usavam como base, batizaram-na de “Malouines”.<br />
Na seqüência, os franceses ocuparam-na e fundaram Port-Louis na ilha Soledad. Sob os protestos da Espanha, a França reconheceu os direitos espanhóis. Em 1746 foram os ingleses que invadiram as ilhas, fundando Port Egmont. Contudo, tiveram que devolvê-las à Espanha em 1767 em troca de 24 mil libras.<br />
O primeiro governador das Malvinas foi designado logo após a independência da Argentina. Vernet, o segundo governador, teve de enfrentar em 1831 o primeiro conflito sério ocorrido no local.<br />
Dois barcos pesqueiros norte-americanos foram apreendidos por pesca ilegal. Pouco depois, uma esquadra dos EUA, que visitava países da América do Sul, ‘vingou-se’, destruindo todas as casas e instalações militares de Puerto Soledad.<br />
Em 3 de janeiro de 1833 uma corveta inglesa desembarcou algumas dezenas de colonos nas ilhas. A pequena guarnição Argentina não teve mínimas condições de reagir à invasão. Desde então a Inglaterra ocupa as Ilhas Malvinas, usurpadas ao povo argentino.<br />
Importante salientar qual foi a decisão do Comitê de Descolonização da ONU, reunido depois da 2ª. Guerra Mundial.<br />
Primeiro: o Comitê das Nações Unidas estabeleceu que o princípio de autodeterminação dos povos não seria acatado, “pois seus habitantes eram cidadãos britânicos, diretamente dependentes da Metrópole”; segundo: estabelecia-se o “reconhecimento da soberania Argentina como única solução jurídica válida”.<br />
A Inglaterra jamais acatou tal resolução e permanece ocupando as ilhas até hoje.  A Argentina tentou recuperá-las na Guerra das Malvinas em 1982.<br />
Foi derrotada pela Inglaterra – com o apoio logístico dos EUA e da França – que tem reafirmado a determinação de não obedecer à deliberação da ONU.<br />
Àquela época escrevi um artigo chamando a atenção para o fato de que já se sabia da existência de reservas gigantescas de petróleo na plataforma continental das Malvinas.<br />
A questão é que sua exploração ainda não era economicamente viável. Disse ainda que a Inglaterra jamais abriria mão destas riquezas.<br />
Junto com o anúncio de que as reservas de petróleo ali são, no mínimo, de 60 bilhões de barris (!) (próximas às do pré-sal brasileiro), surgem empresas petrolíferas multinacionais para a exploração desta riqueza em mais um desrespeito da Inglaterra aos acordos internacionais.  Cristina Kirchner já obteve a solidariedade de 33 dirigentes latino-americanos na reunião de cúpula do Grupo do Rio, exigindo que a Inglaterra respeite a Resolução ONU sobre a soberania das Ilhas Malvinas.<br />
Lamentavelmente, ao que tudo indica, este organismo internacional será mais uma vez desmoralizado, a exemplo do que faz recorrentemente Israel, que sempre se lixou para resoluções da ONU sobre a questão Palestina. E tudo fica por isso mesmo. Fica?</p>
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		<title>Oposição à Dilma não tem moral para pautar as eleições</title>
		<link>http://www.mercadoglobal.info/europa/oposicao-a-dilma-nao-tem-moral-para-pautar-as-eleicoes/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 23:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Elite, mídia, PSDB, DEM e PPS sem moral para pautar as eleições deste ano
Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de S. Carlos.
Não é segredo para ninguém que as eleições deste ano vêm mobilizando os principais atores da política nacional há algum tempo.
A elite econômica, a mídia monopolista e os partidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Elite, mídia, PSDB, DEM e PPS sem moral para pautar as eleições deste ano</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de S. Carlos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não é segredo para ninguém que as eleições deste ano vêm mobilizando os principais atores da política nacional há algum tempo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A elite econômica, a mídia monopolista e os partidos que a representam – PSDB, DEM e PPS – vêm trabalhado febrilmente para tentar organizar seu script.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Qual a sua estratégia?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ato 1. – Não faz muito tempo Alberto Sardenberg – jornalista da Globo – esforçava-se em pautar o debate entre os pré-candidatos do PT e PSDB à presidência da República.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dizia ele que “a política econômica brasileira vai bem hoje graças àquela implementada por FHC”; e mais: para o Brasil avançar, é preciso ampliar os investimentos a partir, “entre outros fatores, da retomada das privatizações”.<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como já comentei aqui mais de uma vez, FHC já decretara o “fim da Era Vargas”; e os tucanos, de uma maneira geral, gostam de cantar loas ao Plano Real, idealizado por Itamar Franco e implementado por FHC.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O mérito do Plano foi conter superinflação latente, que não chegou a durar 18 meses.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A partir daí houve uma sucessão de problemas. Palavras do Prof. Belluzzo: “A combinação entre câmbio valorizado e juros altos, mantida a ferro e fogo [pelo governo tucano], lançou a economia brasileira numa trajetória de crescimento medíocre”.<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A política econômica e a orgia privatista do governo do PSDB arrasaram o Estado brasileiro e atrelaram nossa economia à norte-americana de maneira muito mais profunda.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O Brasil quebrou três vezes e em todas as três tivemos de recorrer ao FMI, aumentando consideravelmente nossa vulnerabilidade externa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A dívida pública pulou de R$ 61,3 bilhões para R$ 623,2 bilhões; a dívida externa passou de US$ 128 bilhões para US$ 280 bilhões.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ato 2. – O PSDB acaba de sofrer duros golpes: José Roberto Arruda tinha sido escalado pelo DEM para ser o vice de Serra (ou de Aécio Neves).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Serra chegou a fazer grande reunião com Arruda para preparar o caminho nesta direção.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O segundo evento de grande expressão ocorreria em Belo Horizonte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Seria a vez de Aécio levantar a bola do então governador do Distrito Federal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A explosão do escândalo em Brasília fez o plano naufragar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como recuperar o espaço perdido? Fica difícil, ainda mais considerando que Gilberto Kassab, a segunda figura mais importante do DEM e braço direito do Serra, acaba de ter seu mandato cassado por ter recebido doações ilegais (caixa-2) durante a campanha, segundo denúncias da Promotoria Pública.<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É verdadeiro inferno astral para as elites e para seu candidato, José Serra.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Outro José (o Arruda) envolveu-se com mensalão consubstanciado no chamado ‘propinoduto’ – dinheiro proveniente de propinas para abastecer suas burras e a de seus correligionários.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Pergunto: qual a moral da elite econômica brasileira para querer pautar as eleições deste ano?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A oposição vai ter de se desdobrar para explicar estes seus pecados mortais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Já Dilma Rousseff, super-ministra competente, que na juventude de seus 19 anos enfrentou com bravura os carrascos da ditadura nos porões do DOI-CODI, estará surfando em ondas extremamente favoráveis.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span></div>
<pre><strong>Emerson Leal
Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de S. Carlos</strong></pre>
<pre><strong><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-weight: normal; line-height: 19px; white-space: normal; font-size: 13px;">Não é segredo para ninguém que as eleições deste ano vêm mobilizando os principais atores da política nacional há algum tempo.</span></strong></pre>
<p>A elite econômica, a mídia monopolista e os partidos que a representam – PSDB, DEM e PPS – vêm trabalhado febrilmente para tentar organizar seu script.</p>
<p>Qual a sua estratégia?</p>
<p>Ato 1. – Não faz muito tempo Alberto Sardenberg – jornalista da Globo – esforçava-se em pautar o debate entre os pré-candidatos do PT e PSDB à presidência da República.</p>
<p>Dizia ele que “a política econômica brasileira vai bem hoje graças àquela implementada por FHC”; e mais: para o Brasil avançar, é preciso ampliar os investimentos a partir, “entre outros fatores, da retomada das privatizações”.<span style="white-space: pre;"> </span></p>
<p>Como já comentei aqui mais de uma vez, FHC já decretara o “fim da Era Vargas”; e os tucanos, de uma maneira geral, gostam de cantar loas ao Plano Real, idealizado por Itamar Franco e implementado por FHC.</p>
<p>O mérito do Plano foi conter superinflação latente, que não chegou a durar 18 meses.</p>
<p>A partir daí houve uma sucessão de problemas. Palavras do Prof. Belluzzo: “A combinação entre câmbio valorizado e juros altos, mantida a ferro e fogo [pelo governo tucano], lançou a economia brasileira numa trajetória de crescimento medíocre”.<span style="white-space: pre;"> </span></p>
<p>A política econômica e a orgia privatista do governo do PSDB arrasaram o Estado brasileiro e atrelaram nossa economia à norte-americana de maneira muito mais profunda.</p>
<p>O Brasil quebrou três vezes e em todas as três tivemos de recorrer ao FMI, aumentando consideravelmente nossa vulnerabilidade externa.</p>
<p>A dívida pública pulou de R$ 61,3 bilhões para R$ 623,2 bilhões; a dívida externa passou de US$ 128 bilhões para US$ 280 bilhões.</p>
<p>Ato 2. – O PSDB acaba de sofrer duros golpes: José Roberto Arruda tinha sido escalado pelo DEM para ser o vice de Serra (ou de Aécio Neves).</p>
<p>Serra chegou a fazer grande reunião com Arruda para preparar o caminho nesta direção.</p>
<p>O segundo evento de grande expressão ocorreria em Belo Horizonte.</p>
<p>Seria a vez de Aécio levantar a bola do então governador do Distrito Federal.</p>
<p>A explosão do escândalo em Brasília fez o plano naufragar.</p>
<p>Como recuperar o espaço perdido? Fica difícil, ainda mais considerando que Gilberto Kassab, a segunda figura mais importante do DEM e braço direito do Serra, acaba de ter seu mandato cassado por ter recebido doações ilegais (caixa-2) durante a campanha, segundo denúncias da Promotoria Pública.<span style="white-space: pre;"> </span></p>
<p>É verdadeiro inferno astral para as elites e para seu candidato, José Serra.</p>
<p>Outro José (o Arruda) envolveu-se com mensalão consubstanciado no chamado ‘propinoduto’ – dinheiro proveniente de propinas para abastecer suas burras e a de seus correligionários.</p>
<p>Pergunto: qual a moral da elite econômica brasileira para querer pautar as eleições deste ano?</p>
<p>A oposição vai ter de se desdobrar para explicar estes seus pecados mortais.</p>
<p>Já Dilma Rousseff, super-ministra competente, que na juventude de seus 19 anos enfrentou com bravura os carrascos da ditadura nos porões do DOI-CODI, estará surfando em ondas extremamente favoráveis.</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cinco universidades proibidas de operarem ensino à distância no Brasil</title>
		<link>http://www.mercadoglobal.info/europa/cinco-universidades-proibidas-de-operarem-ensino-a-distancia-no-brasil/</link>
		<comments>http://www.mercadoglobal.info/europa/cinco-universidades-proibidas-de-operarem-ensino-a-distancia-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 15:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Estácio e mais 4 universidades proibidas de operarem ensino à distância
O governo federal tomou outra medida, no campo educacional, muito importante: proibiu, por falta de qualidade didático-pedagógica e de conteúdo adequado, cinco estabelecimento de ensino de operarem educação à distância (EAD).
As universidades punidas são Estácio de Sá, no Rio de Janeiro; Centro Universitário de Maringá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Estácio e mais 4 universidades proibidas de operarem ensino à distância</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O governo federal tomou outra medida, no campo educacional, muito importante: proibiu, por falta de qualidade didático-pedagógica e de conteúdo adequado, cinco estabelecimento de ensino de operarem educação à distância (EAD).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As universidades punidas são Estácio de Sá, no Rio de Janeiro; Centro Universitário de Maringá (Cesumar), no Paraná; Faculdade do Noroeste de Minas (Finom); Universidade Paulista (Unip) e Universidade de Santo Amaro (Unisa), ambas em São Paulo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O Ministério da Educação fez bem, porque estes estabelecimentos apresentam omissões legais, o que prejudica a difusão da EAD, tecnologia importante para a implementação da qualidade da mão de obra no país.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em 2008, o número de estudantes de graduação em EAD chegou a 760.599, aumento de 91% em relação a 2007.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nos últimos quatro anos, de 2004 a 2008, o salto foi de 1.175%.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">– O ensino à distância democratiza o acesso ao ensino superior — diz o secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Bielschowsky.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Entre as vantagens do ensino à distância estão a possibilidade de levar cursos de graduação a municípios onde não há professores, a flexibilidade de horários e o valor mais baixo das mensalidades.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em contrapartida, disciplina e motivação dos alunos precisam ser maiores.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Entusiasta das novas tecnologias, Bielschowsky quer evitar a proliferação de cursos de baixa qualidade e deu início à supervisão das universidades que oferecem a modalidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Desde 2008, 23 instituições entraram na lista de fiscalização de 320 professores que percorrem o país para avaliar in loco o ensino ofertado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O resultado é a assinatura de termos de compromisso, com prazo de um ano para melhorias.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Entre os principais problemas estão deficiências na avaliação, falta de contato dos alunos com professores, baixa qualidade do material didático e o número excessivo de estudantes por docente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Enquanto a média internacional é de 130 alunos por mestre, o MEC descobriu cursos onde a proporção superava mil por l.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O MEC reconhece também que é preciso agora, com urgência, fiscalizar estabelecimentos de nível técnico e de treinamento profissional, porque há muitos grupos – médias e pequenas empresas – sem capacitação em nível de conteúdo explorando o mercado de qualificação de mão de obra via EAD.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Consulte o MEC sobre os estabelecimentos licenciados para o EAD:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://siead.mec.gov.br/novosiead/web/site/#tab=0</div>
<p>O governo federal tomou outra medida, no campo educacional, muito importante: proibiu, por falta de qualidade didático-pedagógica e de conteúdo adequado, cinco estabelecimento de ensino de operarem educação à distância (EAD).</p>
<p>As universidades punidas são Estácio de Sá, no Rio de Janeiro; Centro Universitário de Maringá (Cesumar), no Paraná; Faculdade do Noroeste de Minas (Finom); Universidade Paulista (Unip) e Universidade de Santo Amaro (Unisa), ambas em São Paulo.</p>
<p>O Ministério da Educação fez bem, porque estes estabelecimentos apresentam omissões legais, o que prejudica a difusão da EAD, tecnologia importante para a implementação da qualidade da mão de obra no país.</p>
<p>Em 2008, o número de estudantes de graduação em EAD chegou a 760.599, aumento de 91% em relação a 2007.</p>
<p>Nos últimos quatro anos, de 2004 a 2008, o salto foi de 1.175%.</p>
<p>– O ensino à distância democratiza o acesso ao ensino superior — diz o secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Bielschowsky.</p>
<p>Entre as vantagens do ensino à distância estão a possibilidade de levar cursos de graduação a municípios onde não há professores, a flexibilidade de horários e o valor mais baixo das mensalidades;  em contrapartida, disciplina e motivação dos alunos precisam ser maiores.</p>
<p>Entusiasta das novas tecnologias, Bielschowsky quer evitar a proliferação de cursos de baixa qualidade e deu início à supervisão das universidades que oferecem a modalidade.</p>
<p>Desde 2008, 23 instituições entraram na lista de fiscalização de 320 professores que percorrem o país para avaliar in loco o ensino ofertado.</p>
<p>O resultado é a assinatura de termos de compromisso, com prazo de um ano para melhorias.</p>
<p>Entre os principais problemas estão deficiências na avaliação, falta de contato dos alunos com professores, baixa qualidade do material didático e o número excessivo de estudantes por docente.</p>
<p>Enquanto a média internacional é de 130 alunos por mestre, o MEC descobriu cursos onde a proporção superava mil por l.</p>
<p>O MEC reconhece também que é preciso agora, com urgência, fiscalizar estabelecimentos de nível técnico e de treinamento profissional, porque há muitos grupos – médias e pequenas empresas – sem capacitação em nível de conteúdo explorando o mercado de qualificação de mão de obra via EAD.</p>
<p><a href="http://siead.mec.gov.br/novosiead/web/site/#tab=0">Clique aqui e consulte o MEC sobre os estabelecimentos licenciados para o EAD.</a></p>
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		<title>Mídia brasileira mente em relação à RCTV e a Chávez</title>
		<link>http://www.mercadoglobal.info/europa/rctv-chavez-e-a-midia-brasileira/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 16:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Emerson Leal
Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de S. Carlos
Em nenhum momento tive dúvidas de que os grandes meios de comunicação de massa brasileiros divulgaram de forma parcial os fatos relacionados com a interrupção do sinal da RCTV – Radio Caracas Televisión Internacional pelo governo venezuelano.
Depoimento de Diosdado Cabello, diretor da Conatel (Comisión [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5><span style="font-weight: normal;"><em><strong>Emerson Leal</strong></em><br />
Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de S. Carlos</span></h5>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em nenhum momento tive dúvidas de que os grandes meios de comunicação de massa brasileiros divulgaram de forma parcial os fatos relacionados com a interrupção do sinal da RCTV – Radio Caracas Televisión Internacional pelo governo venezuelano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Depoimento de Diosdado Cabello, diretor da Conatel (Comisión Nacional de Telecomunicaciones), elucida a questão. Depoimento de Diosdado Cabello, diretor da Conatel (Comisión Nacional de Telecomunicaciones), elucida a questão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Qual a verdadeira causa de ter sido subtraído o sinal da RCTV? Nossos mais poderosos meios de comunicação ‘informaram’ que teria sido por ela ter se negado a transmitir os discursos de Hugo Chávez. Vamos aos fatos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Por disposição constitucional, foi criada a Ley de Responsabilidad Social de Radio y Televisión que definiu a regras do jogo após longa discussão (de 2005 a 2009) com representantes da sociedade: foram realizadas audiências públicas com a participação inclusive de proprietários das emissoras a cabo; o Tribunal Supremo de Justicia comprovou sua constitucionalidade; o texto passou pela Asamblea Nacional (o Parlamento venezuelano) e a lei foi promulgada em dezembro passado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dado importante: essa lei define que programação, para ser considerada ‘internacional’, tem de ter, no mínimo, 70% de conteúdo internacional.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Foi dado prazo para que as emissoras interessadas apresentassem uma planilha comprovando que sua programação estava dentro destes limites.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Outro dado: foram operadoras a cabo concorrentes que denunciaram o seguinte: 94% (!) da programação da RCTV era nacional, num flagrante desrespeito à lei, e duas outras emissoras também estavam irregulares.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As autoridades definiram prazo para que se adaptassem às normas técnicas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Duas o fizeram e recuperaram o sinal; a RCTV negou-se a atender às disposições da lei, inclusive não transmitindo o hino nacional, nem programas educacionais, nem mensagens do governo federal etc.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dos 105 canais existentes na Venezuela, todos, menos a RCTV, estão cumprindo com o que determina a lei e, portanto, funcionando normalmente. Pergunto, em que país desenvolvido do mundo uma emissora que viola a lei pode continuar transmitindo?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Só para lembrar: nos últimos 30 anos os EUA fecharam cerca de 150 emissoras de rádio, TV e jornais que violaram normas técnicas de funcionamento.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Certamente, para nossa mídia hegemônica isso é democracia. Mas, para essa mesma mídia, quando Hugo Chávez o faz, isso é ‘censura’, é ‘autoritarismo’, é ‘ditadura’, como papagueia a oligarquia venezuelana.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">São os dois pesos e as duas medidas de sempre dos barões da mídia plutocrata, com o objetivo de demonizar os governos democráticos e populares da América Latina.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Se alguém duvida, leia a seção ‘Carta ao Leitor’ da revista Veja de 18/11/2009, que chegou ao absurdo de insinuar que o governo Lula quer “constranger a imprensa, domesticá-la e se possível, calá-la”.</div>
<p>Em nenhum momento tive dúvidas de que os grandes meios de comunicação de massa brasileiros divulgaram de forma parcial os fatos relacionados com a interrupção do sinal da RCTV – Radio Caracas Televisión Internacional pelo governo venezuelano.</p>
<p>Depoimento de Diosdado Cabello, diretor da Conatel (Comisión Nacional de Telecomunicaciones), elucida a questão.</p>
<p>Qual a verdadeira causa de ter sido subtraído o sinal da RCTV? Nossos mais poderosos meios de comunicação ‘informaram’ que teria sido por ela ter se negado a transmitir os discursos de Hugo Chávez. Vamos aos fatos.</p>
<p>Por disposição constitucional, foi criada a Ley de Responsabilidad Social de Radio y Televisión que definiu a regras do jogo após longa discussão (de 2005 a 2009) com representantes da sociedade: foram realizadas audiências públicas com a participação inclusive de proprietários das emissoras a cabo; o Tribunal Supremo de Justicia comprovou sua constitucionalidade; o texto passou pela Asamblea Nacional (o Parlamento venezuelano) e a lei foi promulgada em dezembro passado.</p>
<p>Dado importante: essa lei define que programação, para ser considerada ‘internacional’, tem de ter, no mínimo, 70% de conteúdo internacional.</p>
<p>Foi dado prazo para que as emissoras interessadas apresentassem uma planilha comprovando que sua programação estava dentro destes limites.</p>
<p>Outro dado: foram operadoras a cabo concorrentes que denunciaram o seguinte: 94% (!) da programação da RCTV era nacional, num flagrante desrespeito à lei, e duas outras emissoras também estavam irregulares.</p>
<p>As autoridades definiram prazo para que se adaptassem às normas técnicas.</p>
<p>Duas o fizeram e recuperaram o sinal; a RCTV negou-se a atender às disposições da lei, inclusive não transmitindo o hino nacional, nem programas educacionais, nem mensagens do governo federal etc.</p>
<p>Dos 105 canais existentes na Venezuela, todos, menos a RCTV, estão cumprindo com o que determina a lei e, portanto, funcionando normalmente. Pergunto, em que país desenvolvido do mundo emissora que viola a lei pode continuar transmitindo?</p>
<p>Só para lembrar: nos últimos 30 anos os EUA fecharam cerca de 150 emissoras de rádio, TV e jornais que violaram normas técnicas de funcionamento.</p>
<p>Certamente, para nossa mídia hegemônica isso é democracia. Mas, para essa mesma mídia, quando Hugo Chávez o faz, isso é ‘censura’, é ‘autoritarismo’, é ‘ditadura’, como papagueia a oligarquia venezuelana.</p>
<p>São os dois pesos e as duas medidas de sempre dos barões da mídia plutocrata, com o objetivo de demonizar os governos democráticos e populares da América Latina.</p>
<p>Se alguém duvida, leia a seção ‘Carta ao Leitor’ da revista Veja de 18/11/2009, que chegou ao absurdo de insinuar que o governo Lula quer “constranger a imprensa, domesticá-la e se possível, calá-la”.</p>
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		<title>Divulgação do site acadêmico Zappiens.br é usada para propaganda da ditadura Médici</title>
		<link>http://www.mercadoglobal.info/europa/direita-globalizacao/</link>
		<comments>http://www.mercadoglobal.info/europa/direita-globalizacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 19:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
		<guid isPermaLink="false">http://www.mercadoglobal.info/?p=355</guid>
		<description><![CDATA[Direita saudosa da ditadura prejudica divulgação do Zappiens.br
A excelente iniciativa Zappiens.br, serviço gratuito de distribuição de vídeos com conteúdo científico, educativo, artístico e cultural em língua portuguesa, recentemente lançada, em parceria do Arquivo Nacional com a Universidade de São Paulo (USP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação para a Computação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Direita saudosa da ditadura prejudica divulgação do Zappiens.br</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A excelente iniciativa Zappiens.br, serviço gratuito de distribuição de vídeos com conteúdo científico, educativo, artístico e cultural em língua portuguesa, recentemente lançada, em parceria do Arquivo Nacional com a Universidade de São Paulo (USP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), de Portugal, serve para mostrar como pessoas de ideologia de direita, saudosas dos anos de chumbo da ditadura militar implantada no país em 1964, estão infiltradas nas atividades acadêmicas brasileiras.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O Zappiens.br, que funciona como Youtube, é operado pelo Comitê Gestor de INternet no brasil (CGI.br) para consulta materiais como os cinejornais – noticiários transmitidos em cinemas brasileiros entre as décadas de 30 e 70 e, por enquanto, estão on-line 298 filmes do Cinejornal, além de 4,7 mil títulos da USP, entre documentários, vídeos aula e registros de transcrição de eventos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Por incrível que pareça, em meio a todo esse acervo, os responsáveis pelo Zappiens enviaram, acompanhando o release sobre o serviço, vídeo que mostra o ditador Emílio Garrastazu Médici inaugurando instalações portuárias de Tubarão, Vitória (ES).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Evidentemente, o vídeo, tipo Brasil ame-o ou deixe-o, é de propaganda da ditadura  e do chamado &#8220;milagre econômico&#8221; tão difundido pelos militares.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O vídeo prejudica a divulgação do Zappiens.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É preciso lembrar que Médici, escolhido em 1969, pela Junta Militar, foi o responsável pelo governo considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como anos de chumbo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Na ditadura Médici, a repressão cresceu e se tornou desumana e a censura prevaleceu em todas as áreas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística tinham de passar pelo crivo dos gorilas da ditadura.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sindicalistas, trabalhadores, professores, jornalistas, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados, assassinados ou exilados do país.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar, a partir de São Paulo; no Rio, o terror da oposição tinha nome: Cenimar, gerenciado pela Marinha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ganha força no campo, principalmente no Araguaia, a guerrilha que é fortemente reprimida por militares.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A ditadura Médici tentou esconder a violenta repressão política no país com enormes obras, muitas delas faraônicas, com empréstimos do exterior, que tiveram custo altíssimo cuja conta foi repassada para ser paga no futuro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A ditadura Médici significa um dos períodos mais tenebrosos e vergonhosos da história brasileira.</div>
<p>A divulgação da excelente iniciativa Zappiens.br, distribuição gratuita de vídeos com conteúdo científico, educativo, artístico e cultural em língua portuguesa, lançada, em parceria do Arquivo Nacional com a Universidade de São Paulo (USP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), de Portugal, mostra como grupos de direita, saudosos dos anos de chumbo da ditadura militar implantada no país em 1964, permanecem infiltrados nas atividades acadêmicas brasileiras.</p>
<p>O Zappiens.br, que funciona como Youtube, é operado pelo Comitê Gestor de INternet no brasil (CGI.br) para consultas e, por enquanto, estão on-line 298 filmes de cine jornal e 4,7 mil títulos da USP, entre documentários, vídeos aula e registros de transcrição de eventos.</p>
<p>Por incrível que pareça, em meio a todo esse acervo, os responsáveis pelo Zappiens enviaram, acompanhando o release sobre o serviço, vídeo que mostra o ditador Emílio Garrastazu Médici inaugurando instalações portuárias de Tubarão, Vitória (ES).</p>
<p>Evidentemente, o vídeo é de propaganda da ditadura  e do chamado &#8220;milagre econômico&#8221; tão difundido pelos militares, na época do famigerado slogan &#8220;Brasil, ame-o ou deixe-o&#8221;.</p>
<p>O vídeo prejudica a divulgação do Zappiens. É preciso lembrar que Médici, escolhido em 1969, pela Junta Militar, foi o responsável pelo governo considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como anos de chumbo.</p>
<p>Na ditadura Médici, a repressão teve o pior momento de desumanidade e a censura prevaleceu em todas as áreas.</p>
<p>Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística tinham de passar pelo crivo dos gorilas da ditadura. Sindicalistas, trabalhadores, professores, jornalistas, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados, assassinados ou exilados.</p>
<p>O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar, a partir de São Paulo; no Rio, o terror da oposição tinha nome: Cenimar, gerenciado pela Marinha.</p>
<p>Ganha força no campo, principalmente no Araguaia, a guerrilha que é fortemente reprimida por militares. A ditadura Médici tentou esconder a violenta repressão política no país com enormes obras, muitas delas faraônicas, com empréstimos do exterior, que tiveram custo altíssimo cuja conta foi repassada para ser paga no futuro.</p>
<p>A ditadura Médici significa um dos períodos mais tenebrosos e vergonhosos da história brasileira por que recordá-lo, sem necessidade, em momento de auto glorificação, tão comum durante a ditadura?</p>
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		<title>&gt;&gt;EUA vendem armas a Taiwan e agravam tensão no relacionamento com China</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[EUA vende armas a Taiwan e agrava tensão no relacionamento com China
A China que, desde meados de janeiro, mantém advertência aos EUA contra a venda de armas a Taiwan, com muita razão, radicaliza: publicamente ameaçou com sanções empresas norte-americanas que participarem de acordo que a Casa Branca quer promover para reforçar o aparato militar da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">EUA vende armas a Taiwan e agrava tensão no relacionamento com China</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A China que, desde meados de janeiro, mantém advertência aos EUA contra a venda de armas a Taiwan, com muita razão, radicaliza: publicamente ameaçou com sanções empresas norte-americanas que participarem de acordo que a Casa Branca quer promover para reforçar o aparato militar da ilha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“A contínua propensão dos EUA venderem armas a Taiwan, e não manterem compromisso já firmado com Pequim, é algo exasperante para os chineses”, disse diplomata norte-americano aposentado Chass Freeman, ex-conselheiro em assuntos de segurança internacional, que também foi intérprete do presidente Richard Nixon (1969-1974) em sua viagem à China, em 1972, em reportagem distribuída pela IPS.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Não é a venda de US$ 6,4 bilhões o que está perturbando, mas o fato de o governo Obama considerar próxima venda de F-16”, afirmou.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas a Casa Branca insiste na negociação e o governo de Obama segue assim com a política do Pentágono de armar países considerados amigos, aproveitando para faturar com a venda de aviões de combate, mísseis, navios e tanques de guerra.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Inclusive o Brasil está está sob pressão da Casa Branca para a venda de aviões de combate, embora Brasília já tenha anunciado que, praticamente, fechou negócio com o a empresa francesa Dassault na compra de caças Rafale, US$ 6,2 bilhões.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A verdade é que Barack Obama prometeu, em campanha eleitoral, ações para desarmar o mundo e agora faz exatamente o contrário.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Segundo a pacifista Natalie J. Goldring, pesquisadora do Centro de Estudos de Paz e Segurança da Faculdade Edmund A. Walsh de Serviço Exterior, da Universidade de Georgetown, as vendas pelos EUA de grandes equipamentos, incluídos aviões de combate, mísseis, navios e tanques de guerra aumentaram.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em 2009, os EUA comercializaram oficialmente mais de US$ 40 bilhões em armamentos; para este ano prevê-se que o valor ultrapassará a US$ 50 bilhões.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os compradores são os principais aliados dos EUA, como Afeganistão, Bahrein, Coréia do sul, Egito, Grécia, Jordânia, Israel, Paquistão, Tailândia, Turquia e Emirados Árabes Unidos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“São notícias boas para os fabricantes que historicamente procuram vender armas para enfrentar um possível corte no orçamento militar”, disse Goldring. “Mas, são más notícias para os que esperavam que o governo Obama revisse a política norte-americana nessa área”, acrescentou. Os dados fornecidos pelo Pentágono não são claros, disse Siemon Wezeman, especialista do Programa de Transferência de Armas do Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz (Sipri), com sede em Estocolmo (Suécia) e especializado em conflitos e assuntos de segurança.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Funcionários norte-americanos costumam recorrer ao argumento de que as armas que vendem permitem aos países compradores assumir sua própria defesa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas, segundo Goldring, as armas dos EUA parecem ter exacerbado as próprias ameaças que deveriam evitar, incentivaram a corrida armamentista, intensificaram as rivalidades regionais e aumentaram o custo em vidas humanas dos conflitos que desataram .</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Os políticos deveriam levar em conta as possíveis consequências negativas da venda de armas em lugar de permitir os excessos do passado. O ônus da prova deveria recair sobre os que querem vende armas, não sobre os que procuram deter o comércio, ressaltou a especialista.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Clique aqui e leia na IPS Obama não quer vender armas nucleares mas vende outras</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=5015</div>
<p>A China que, desde meados de janeiro, mantém advertência aos EUA contra a venda de armas a Taiwan, com muita razão, radicaliza: publicamente ameaçou com sanções empresas norte-americanas que participarem de acordo que a Casa Branca quer promover para reforçar o aparato militar da ilha.</p>
<p>“A contínua propensão dos EUA venderem armas a Taiwan, e não manterem compromisso já firmado com Pequim, é algo exasperante para os chineses”, disse diplomata norte-americano aposentado Chass Freeman, ex-conselheiro em assuntos de segurança internacional, que também foi intérprete do presidente Richard Nixon (1969-1974) em sua viagem à China, em 1972, em reportagem distribuída pela IPS.</p>
<p>“Não é a venda de US$ 6,4 bilhões o que está perturbando, mas o fato de o governo Obama considerar próxima venda de F-16”, afirmou.</p>
<p>Mas a Casa Branca insiste na negociação e o governo de Obama segue assim com a política do Pentágono de armar países considerados amigos, aproveitando para faturar com a venda de aviões de combate, mísseis, navios e tanques de guerra.</p>
<p>Inclusive o Brasil está está sob pressão da Casa Branca para a venda de aviões de combate, embora Brasília já tenha anunciado que, praticamente, fechou negócio com o a empresa francesa Dassault na compra de caças Rafale, US$ 6,2 bilhões.</p>
<p>A verdade é que Barack Obama prometeu, em campanha eleitoral, ações para desarmar o mundo e agora faz exatamente o contrário, engajando-se cada vez mais no comércio externo de armas.</p>
<p>Segundo a pacifista Natalie J. Goldring, pesquisadora do Centro de Estudos de Paz e Segurança da Faculdade Edmund A. Walsh de Serviço Exterior, da Universidade de Georgetown, as vendas pelos EUA de grandes equipamentos, incluídos aviões de combate, mísseis, navios e tanques de guerra aumentaram.</p>
<p>Em 2009, os EUA comercializaram oficialmente mais de US$ 40 bilhões em armamentos; para este ano prevê-se que o valor ultrapassará a US$ 50 bilhões.</p>
<p>Os compradores são os principais aliados dos EUA, como Afeganistão, Bahrein, Coréia do sul, Egito, Grécia, Jordânia, Israel, Paquistão, Tailândia, Turquia e Emirados Árabes Unidos.</p>
<p>“São notícias boas para os fabricantes que historicamente procuram vender armas para enfrentar um possível corte no orçamento militar”, disse Goldring. “Mas, são más notícias para os que esperavam que o governo Obama revisse a política norte-americana nessa área”, acrescentou. Os dados fornecidos pelo Pentágono não são claros, disse Siemon Wezeman, especialista do Programa de Transferência de Armas do Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz (Sipri), com sede em Estocolmo (Suécia) e especializado em conflitos e assuntos de segurança.</p>
<p>Funcionários norte-americanos costumam recorrer ao argumento de que as armas que vendem permitem aos países compradores assumir sua própria defesa.</p>
<p>Mas, segundo Goldring, as armas dos EUA parecem ter exacerbado as próprias ameaças que deveriam evitar, incentivaram a corrida armamentista, intensificaram as rivalidades regionais e aumentaram o custo em vidas humanas dos conflitos que desataram .</p>
<p>&#8220;Os políticos deveriam levar em conta as possíveis consequências negativas da venda de armas em lugar de permitir os excessos do passado. O ônus da prova deveria recair sobre os que querem vende armas, não sobre os que procuram deter o comércio, ressaltou a especialista.</p>
<p>Clique <a href="http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=5015">aqui e leia na IPS Obama não quer vender armas nucleares mas vende outras</a></p>
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		<title>&gt;&gt;Como evolui a globalização</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[As Economias-Mundo antes das Descobertas
Pode-se dizer que a internacionalização do comércio e a aproximação das culturas é fenômeno recentíssimo, datando dos últimos cinco séculos, apenas 10% do tempo da história até agora conhecida.
A primeira fase da Globalização (1450-1850)
“Por mares nunca dantes navegados/&#8230;..Em perigos e guerra esforçados, mais do que prometia a força humana/ E entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As Economias-Mundo antes das Descobertas</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Pode-se dizer que a internacionalização do comércio e a aproximação das culturas é fenômeno recentíssimo, datando dos últimos cinco séculos, apenas 10% do tempo da história até agora conhecida.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A primeira fase da Globalização (1450-1850)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Por mares nunca dantes navegados/&#8230;..Em perigos e guerra esforçados, mais do que prometia a força humana/ E entre gente remota edificaram/ Novo reino, que tanto sublimaram” &#8211; Luís de Camões &#8211; Os Lusíadas, Canto I, 1572.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Há, como em quase tudo que diz respeito à história, grande controvérsia em estabelecer-se uma periodização para estes cinco séculos de integração econômica e cultural, que chamamos de globalização, iniciados pela descoberta de uma rota marítima para as Índias e pelas terras do Novo Mundo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Frédéric Mauro, por exemplo, prefere separá-lo em dois momentos, um que vai de 1492 até 1792 (data quando, segundo ele, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial fazem com que a Europa, que liderou o processo inicial da globalização, voltou-se para resolver suas disputas e rivalidades), só retomando a expansão depois de 1870, quando amadureceram as novas técnicas de transporte e navegação como a estrada-de-ferro e o navio à vapor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No critério por nós adotado, consideramos que o processo de globalização ou de economia-mundo capitalista como preferiu Immanuel Wallerstein, nunca se interrompeu. Se ocorreram momentos de menor intensidade, de contração, ela nunca chegou a cessar totalmente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">De certo modo até as grandes guerras mundiais de 1914-18 e de 1939-45, e antes delas a Guerra dos 7 anos (de 1756-1763), provocaram a intensificação da globalização quando adotaram-se macro-estratégias militares para acossar os adversários, num mundo quase inteiramente transformado em campo de batalha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Basta recordar que soldados europeus, nas duas maiores guerras do século 20, lutavam entre si no Oriente Médio e na África, enquanto que tropas colônias desembarcavam na Europa e marchavam para os campos de batalha nas planícies francesas enquanto que as marinhas européias, americanas e japonesas se engalfinhavam em quase todos os mares do mundo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Assim sendo, nos definimos pelas seguintes etapas: primeira fase da globalização, ou primeira globalização, dominada pela expansão mercantilista (de 1450 a 1850) da economia-mundo européia, a segunda fase, ou segunda globalização, que vai de 1850 a 1950 caracterizada pelo expansionismo industrial-imperialista e colonialista e, por última, a globalização propriamente dita, ou globalização recente, acelerada a partir do colapso da URSS e a queda do muro de Berlim, de 1989 até o presente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Períodos da globalização:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">1450-1850</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Primeira fase</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Expansionismo mercantilista</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">1850-1950</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Segunda fase</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Industrial-imperialista-colonialista</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">pós-1989</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Globalização recente</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Cibernética-tecnológica-associativa</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Primeira fase: expansionismo mercantilista</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A primeira globalização, resultado da procura de rota marítima para as Índias, assegurou o estabelecimento das primeiras feitorias comerciais européias na Índia, China e Japão, e, principalmente, abriu aos conquistadores europeus as terras do Novo Mundo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Feitos estes que Adam Smith, em sua visão eurocêntrica, considerou os maiores em toda a história da humanidade. Enquanto as especiarias eram embarcadas para os portos de Lisboa e de Sevilha, de Roterdã e Londres, milhares de imigrantes iberos, ingleses e holandeses, e, um bem menor número de franceses, atravessaram o Atlântico para vir ocupar a América.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Aqui formaram colônias de exploração, no sul da América do Norte, no Caribe e no Brasil, baseadas geralmente num só produto (açúcar, tabaco, café, minério, etc..) utilizando-se de mão de obra escrava vinda da África ou mesmo indígena; ou colônias de povoamento, estabelecidas majoritariamente na América do Norte, baseadas na média propriedade de exploração familiar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para atender as primeiras, as colônias de exploração, é que o brutal tráfico negreiro tornou-se rotina, fazendo com que 11 milhões de africanos (40% deles destinados ao Brasil) fossem transportados pelo Atlântico para labutar nas lavouras e nas minas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Igualmente não deve-se omitir que ela promoveu uma espantosa expropriação das terras indígenas e no sufocamento ou destruição da sua cultura.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em quase toda a América ocorreu uma catástrofe demográfica, devido aos maus tratos que a população nativa sofreu e as doenças e epidemias que os devastram, devido ao contato com os colonizadores europeus.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nesta primeira fase estrutura-se um sólido comércio triangular entre a Europa (fornecedora de manufaturas) África (que vende seus escravos) e América (que exporta produtos coloniais). A imensa expansão deste mercado favorece os artesãos e os industriais emergentes da Europa que passam a contar com consumidores num raio bem mais vasto do que aquele abrigado nas suas cidades, enquanto que a importação de produtos coloniais faz ampliar as relações inter-européias.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Exemplo disso ocorre com o açúcar cuja produção é confiada aos senhores de engenho brasileiros, mas que é transportado pelos lusos para os portos holandeses, onde lá se encarregam do seu refino e distribuição.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os principais portos europeus, americanos e africanos desta primeira globalização encontram-se em Lisboa, Sevilha, Cádiz, Londres, Liverpool, Bristol, Roterdã, Amsterdã, Le Havre, Toulouse, Salvador, Rio de Janeiro, Lima, Buenos Aires, Vera Cruz, Porto Belo, Havana, São Domingo, Lagos, Benin, Guiné, Luanda e Cidade do Cabo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Politicamente, a primeira fase da globalização se fez quase toda ela sob a égide das monarquias absolutistas que concentram enorme poder e mobilizam os recursos econômicos, militares e burocráticos, para manterem e expandirem seus impérios coloniais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os principais desafios que enfrentam advinham das rivalidades entre elas, seja pelas disputas dinásticas-territoriais ou pela posse de novas colônias no além mar, sem esquecer-se do enorme estragos que os corsários e piratas faziam, especialmente nos séculos 16 e 17, contra os navios carregados de ouro e prata e produtos coloniais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A doutrina econômica desta primeira fase foi o mercantilismo, adotado pela maioria das monarquias européias para estimular o desenvolvimento da economia dos reinos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ele compreendia complexa legislação que recorria a medidas protecionistas, incentivos fiscais e doação de monopólios, para promover a prosperidade geral.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A produção e distribuição do comércio internacional era feita por mercadores privados e por grandes companhias comerciais (as Cias. inglesas e holandesas das Índias Orientais e Ocidentais) e, em geral, eram controladas localmente por corporações de ofício.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Todo o universo econômico destinava-se a um só fim, entesourar, acumular riqueza. O poder de um reino era aferido pela quantidade de metal precioso (ouro, prata e jóias preciosas) existente nos cofres reais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para assegurar seu aumento o estado exercia um sério controle das importações e do comércio com as colônias, sobre as quais exerciam o oligopólio bilateral.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">(*)Esta política levou a que cada reino europeu terminasse por se transformar num império comercial, tendo colônias e feitorias espalhadas pelo mundo todo ( os principais impérios coloniais foram o inglês, o espanhol, o português, o holandês e o francês).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Um dos símbolos desta época, a bolsa de valores de Amberes, consciente do que representava, tinha como justo lema a frase latina “Ad usum mercatorum cujusque gentis ac linguae”, que ela servia aos mercadores de todas as línguas da terra.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">(*) o oligopólio bilateral é uma expressão que serve para descrever a situação de subordinação em que as colônias se encontravam perante as metrópoles.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Além de estarem impedidas de negociarem com outros países, elas eram obrigadas a adquirir suas necessidades apenas com negociantes e mercadores metropolitanos bem como somente vender a eles o que produziam, desta forma a metrópole ganhava ao vender e ao comprar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A segunda fase da globalização</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Por meio de sua exploração do mercado mundial ,a burguesia deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países&#8230;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As velhas indústrias nacionais foram destruídas ou estão-se destruindo-se dia a dia&#8230;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em lugar das antigas necessidades satisfeitas pela produção nacional, encontramos novas necessidades que querem para a sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas os mais diversos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em lugar do antigo isolamento local&#8230;desenvolvem-se, em todas as direções, um intercâmbio e uma interdependência universais..&#8221; &#8211; Karl Marx &#8211; Manifesto Comunista, 1848</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os principais acontecimentos que marcam a transição da primeira fase da globalização para a segunda dão-se nos campos da técnica e da política. A partir do século 18, a Inglaterra industrializa-se aceleradamente e, depois dela, a França, a Bélgica, a Alemanha e a Itália.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A máquina à vapor é introduzida nos transportes terrestres (estradas-de-ferro) e marítimos (barcos à vapor) Conseqüentemente esta nova época será regida pelos interesses da indústria e das finanças, sua associada e, por vezes amplamenente dominante, e não mais das motivações dinásticas-mercantís.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Será a grande burguesia industrial e bancária, e não mais os administradores das corporações mercantis e os funcionários reais quem liderará o processo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esta interpenetração dos bancos com a indústria, com tendências ao monopólio ou ao oligopólio, fez com que o economista austríaco Rudolf Hilferding a denominasse de “O Capital Financeiro” (Das Finanz kapital, titulo da sua obra publicado em 1910), considerando-a um fenômeno novo da economia-politica moderna.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Lenin definiu-a como a etapa final do capitalismo, a etapa do imperialismo.Luta ele &#8211; o capital financeiro &#8211; pela ampliação dos mercados e pela obtenção de novas e diversas fontes de matérias primas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A doutrina econômica em que se baseia é a do capitalismo laissez-faire, um liberalismo radical inspirado nos fisiocratas franceses e apoiado pelos economistas ingleses Adam Smith e David Ricardo que advogavam a superação do Mercantilismo com suas políticas arcaicas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Defendem o livre-cambismo na relações externas, mas em defesa das suas indústrias internas continuam em geral protecionistas, como é o caso da política Hamiltoniana nos Estados Unidos e a da Alemanha Imperial e a do Japão(*).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A escravidão que havia sido o grande esteio da primeira globalização, tornou-se um impedimento ao progresso do consumo e, somada à crescente indignação que ela provoca, termina por ser abolida, primeiro em 1789 e definitivamente em 1848 ( no Brasil ela ainda irá sobreviver até 1888). Este segundo momento &#8211; segundo a orientação do que Hobson chamou de “a politica de uma minoria sem escrúpulos” -, irá se caracterizar pela ocupação territorial de certas partes da África e da Ásia, além de estimular o povoamento das terras semi-desocupadas da Austrália e da Nova Zelândia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No campo da política a revolução americana de 1776 e a francesa de 1789, irão liberar enorme energia fazendo com que a busca da realização pessoal termine por promover uma grande ascensão social das massas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Logo depois, como resultado das Guerras Napoleônicas e da generalizada abolição da servidão e outros impedimentos feudais, milhões de europeus ( calcula-se em 60 milhões num século) abandonam seus lares nacionais e emigram em massa para os Estados Unidos, Canadá, e para a América do Sul (Brasil, Argentina, Chile e Uruguai).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A posse de novas colônias torna-se um ornamento na política das potências ( só a Grã-Bretanha possui mais de 50, ocupando inclusive áreas antieconômicas).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O cobiçado mercado chinês finalmente é aberto pelo Tratado de Nanquim de 1842 e o Japão também é forçado a abandonar a política de isolamento da época Tokugawa ao assinar tratado com os americanos em 1853-4.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Cada uma das potências européias rivaliza-se com as demais na luta pela hegemonia do mundo, ou como disse John Strachey: “lançaram-se unanimemente, numa rivalidade feroz&#8230;para anexar o resto do mundo”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O resultado é um acirramento da corrida imperialista e da política belicista que levará os europeus à duas guerras mundiais, a de 1914-18 e a de 1939-45.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Entrementes outros aspectos técnicos ajudam a globalização: o trem e o barco à vapor encurtam as distâncias, o telégrafo e , em seguida, o telefone, aproximam os continentes e os interesses ainda mais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E, principalmente depois do vôo transatlântico de Charles Lindbergh em 1927, a aviação passa a ser mais um elemento que permite o mundo tornar-se menor.Nestes cem anos da segunda fase da globalização (1850-1950) os antigos impérios dinásticos desabaram (o dos Bourbons em 1789 e, definitivamente, em 1830, o dos Habsburgos e dos Hohenzollers em 1914, o dos Romanov em 1917)</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Das diversas potências que existiam em 1914 (O Império britânico, o francês, o alemão, o austro-húngaro, o italiano, o russo e o turco otomano) só restam depois da 2ª Guerra, as superpotências: os Estados Unidos e a União Soviética.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Feridas pelas guerras as metrópoles deram para desabar, obrigando-se a aceitar a libertação dos povos coloniais que formaram novas nações.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mesmo assim, umas independentes e outras neocolonizadas, continuaram ligadas ao sistema internacional. Somam-se, no pós-1945, os países do Terceiro Mundo recém independente (a Índia é a primeira a obtê-la em 1947) às nações latino-americanas que conseguiram sua autonomia política entre 1810-25, ainda no final da primeira fase da globalização.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No entanto nem a descolonização nem as revoluções comunistas, a da Rússia de 1917 e a da China de 1949, servirão de entrave para que a mais longo prazo o processo de globalização seja retomado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">(*) Os países industrializados defendem o livre-cambismo ( o preço melhor vence) quando se sentem fortes, como foi o caso da Inglaterra nos séculos 18 e 19 e hoje é a posição dominante dos E.U.A.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas para aqueles que precisam criar sua própria indústria ou proteger a que está ainda se afirmando, precisam recorrer à política protecionista com suas elevadas barreiras alfandegárias para evitar sua quebra.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Globalização recente</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“O conceito do direito mundial de cidadania não os protege (os povos) contra a agressão e a guerra, mas a mútua convivência e proveito os aproxima e une.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O espirito comercial, incompatível com a guerra, se apodera tarde ou cedo dos povos. De todos os poderes subordinados à força do Estado, é o poder do dinheiro que inspira mais confiança e por isto os Estados se vêm obrigados &#8211; não certamente por motivos morais- a fomentar a paz&#8230;” &#8211; I.Kant &#8211; A paz perpétua, 1795.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No decorrer do século 20 três grandes projetos de liderança da globalização conflitaram-se entre si: o comunista, inaugurado com a Revolução bolchevique de 1917 e reforçado pela revolução maoista na China em 1949; o da contra-revolução nazi-fascista que, em grande parte, foi poderosa reação direitista ao projeto comunista, surgido nos anos de 1919, na Itália e na Alemanha, extendendo-se ao Japão, que foi esmagado no final da 2ª Guerra Mundial, em 1945; e, finalmente, o projeto liberal-capitalista liderado pelos países anglo-saxãos, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Num primeiro momento ocorreu a aliança entre o liberalismo e o comunismo (em 1941-45) para a auto-defesa e, depois, a destruição do nazi-fascismo. Num segundo momento os vencedores, os EUA e a URSS, se desentenderam gerando a guerra fria (1947-1989), onde o liberalismo norte-americano rivalizou-se com o comunismo soviético numa guerra ideológica mundial e numa competição armamentista e tecnológica que quase levou a humanidade a uma catástrofe (a crise dos mísseis de 1962).Com a política da glasnost, adotada por Mikhail Gorbachov na URSS desde 1986, a guerra fria encerrou-se e os Estados Unidos proclamaram-se vencedores.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O momento símbolo disto foi a derrubada do Muro de Berlim ocorrida em novembro de 1989, acompanhada da retirada das tropas soviéticas da Alemanha reunificada e seguida da dissolução da URSS em 1991.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A China comunista, por sua vez, que desde os anos 70 adotara as reformas visando sua modernização, abriu-se em várias zonas especiais para a implantação de indústrias multinacionais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A política de Deng Xiaoping de conciliar o investimento capitalista com o monopólio do poder do partido comunista, esvaziou o regime do seu conteúdo ideológico anterior. Desde então só restou hegemônica no moderno sistema mundial a economia-mundo capitalista, não havendo nenhuma outra barreira a antepor-se à globalização.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Chegamos desta forma a situação presente onde sobreviveu uma só superpotência mundial: os Estados Unidos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É a única que tem condições operacionais de realizar intervenções militares em qualquer canto do planeta (Kuwait em 1991, Haiti em 1994, Somália em 1996, Bosnia em 1997, etc..).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Enquanto na segunda fase da globalização vivia-se na esfera da libra esterlina, agora é a era do dólar, enquanto que o idioma inglês tornou-se a língua universal por excelência. Pode-se até afirmar que a globalização recente nada mais é do que a americanização do mundo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Desequilibrios e perspectivas da globalização</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O processo produtivo mundial é formado por conjunto de umas 400-450 grandes corporações (a maioria delas produtora de automóveis e ligada ao petróleo e às comunicações) que têm seus investimentos espalhados pelos 5 continentes.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A nacionalidade delas é majoritariamente americana, japonesa, alemã, inglesa, francesa, suíça, italiana e holandesa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Portanto, pode-se afirmar sem erro que os países que assumiram o controle da primeira fase da globalização (a de 1450-1850), apesar da descolonização e dos desgastes das duas guerras mundiais, ainda continuam obtendo os frutos do que conquistaram no passado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A razão disso é que detêm o monopólio da tecnologia e seus orçamentos, estatais e privados, dedicam imensas verbas para a ciência pura e aplicada.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Politicamente a globalização recente caracteriza-se pela crescente adoção de regimes democráticos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Um levantamento indicou que 112 países integrantes da ONU, entre 182, podem ser apontados como seguidores (ainda que com várias restrições) de práticas democráticas, ou pelo menos, não são tiranias ou ditaduras.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A título de exemplo lembramos que na América do Sul, na década dos 70, somente a Venezuela e a Colômbia mantinham regimes civis eleitos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Todos os demais países eram dominados por militares ( personalistas como no Chile, ou corporativos como no Brasil e Argentina). Enquanto que agora , nos finais dos noventa, não temos nenhuma ditadura na América do Sul.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Neste processo de universalização da democracia as barreiras discriminatórias ruíram uma a uma (fim da exclusão motivada por sexo, raça, religião ou ideologia), acompanhado por uma sempre ascendente padronização cultural e de consumo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A ONU que deveria ser o embrião de um governo mundial foi tolhida e paralisada pelos interesses e vetos das superpotências durante a guerra fria.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em conseqüência dessa debilidade, formou-se uma espécie de estado-maior informal composto pelos dirigentes do G-7 (os EUA, a GB, a Alemanha, a França, o Canadá, a Itália e o Japão), por vezes alargado para dez ou vinte e cinco, cujos encontros freqüentes têm mais efeitos sobre a política e a economia do mundo em geral do que as assembléias da ONU.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Enquanto que no passado os instrumentos da integração foram a caravela, o galeão, o barco à vela, o barco a vapor e o trem, seguidos do telégrafo e do telefone, a globalização recente se faz pelos satélites e pelos computadores ligados na Internet. Se antes ela martirizou africanos e indígenas e explorou a classe operária fabril, hoje utiliza-se do satélite, do robô e da informática, abandonando a antiga dependência do braço em favor do cérebro, elevando o padrão de vida para patamares de saúde, educação e cultura até então desconhecidos pela humanidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O domínio da tecnologia por um seleto grupo de países ricos, porém, abriu um fosso com os demais, talvez o mais profundo em toda a história conhecida. Roma, quando império universal, era superior aos outros povos apenas na arte militar, na engenharia e no direito.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Hoje os países-núcleos da globalização (os integrantes do G-7), distam, em qualquer campo do conhecimento, anos-luz dos países do Terceiro Mundo (*).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ninguém tem a resposta nem a solução para atenuar este abismo entre os ricos do Norte e os pobres do Sul que só se ampliou. No entanto, é bom que se reconheça que tais diferenças não resultam de um novo processo de espoliação como os praticados anteriormente pelo colonialismo e pelo imperialismo, pois não implicaram numa dominação política, havendo, bem ao contrário, uma aproximação e busca de intercâmbio e cooperação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">(*) Quanto à exportação de produtos da vanguarda tecnológica (microeletrônica, computadores, aeroespaciais, equipamento de telecomunicações, máquinas e robôs, equipamento científico de precisão, medicina e biologia e químicos orgânicos).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os EUA são responsáveis por 20,7%; a Alemanha por 13,3%; o Japão por 12,6%; o Reino Unido por 6,2%, e a França por 3,0% , etc..logo apenas estes 5 países detêm 55,8% da exportação mundial delas.Imagina-se que a Globalização, seguindo o seu curso natural, irá enfraquecer cada vez mais os estados-nacionais surgidos há cinco séculos atrás, ou dar-lhes novas formas e funções, fazendo com que novas instituições supranacionais gradativamente os substituam.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Com a formação dos mercados regionais ou intercontinentais (Nafta, Unidade Européia, Comunidade Econômica Independente [a ex-URSS], o Mercosul e o Japão com os tigres asiáticos), e com a conseqüente interdependência entre eles, assentam-se as bases para os futuros governos transnacionais que, provavelmente, servirão como unidades federativas de uma administração mundial a ser constituída.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É bem provável que ao findar o século 21, talvez até antes, a humanidade conhecerá por fim um governo universal, atingindo-se assim o sonho dos filósofos estóicos do homem cosmopolita, aquele que se sentirá em casa em qualquer parte da Terra.</div>
<h2><span style="font-weight: normal; font-size: 13px;">Pode-se dizer que a <strong>internacionalização</strong> do comércio e das <strong>relações exteriores </strong>do países com a aproximação das culturas é fenômeno recentíssimo, datando dos últimos cinco séculos.</span></h2>
<p>Há, como em quase tudo que diz respeito à história, grande controvérsia em estabelecer-se periodização para estes cinco séculos de integração econômica e cultural, que chamamos de <strong>globalização</strong>, iniciados pela descoberta de rota marítima para as Índias e pelas terras do Novo Mundo.</p>
<p>Frédéric Mauro prefere separá-lo em dois momentos, um que vai de 1492 até 1792 (data quando, segundo ele, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial fazem com que a Europa, que liderou o processo inicial da <strong>globalização</strong>, voltou-se para resolver suas disputas e rivalidades), só retomando a expansão depois de 1870, quando amadureceram as novas técnicas de transporte e navegação como a estrada-de-ferro e o navio à vapor.</p>
<p>No critério por nós adotado, consideramos que o processo de <strong>globalização</strong> ou de economia-mundo capitalista como preferiu Immanuel Wallerstein, nunca se interrompeu. Se ocorreram momentos de menor intensidade, de contração, ela nunca chegou a cessar totalmente.</p>
<p>De certo modo até as grandes guerras mundiais de 1914-18 e de 1939-45, e antes delas a Guerra dos 7 anos (de 1756-1763), provocaram a intensificação da <strong>internacionalização</strong> quando adotaram-se macro-estratégias militares para acossar os adversários, num mundo quase inteiramente transformado em campo de batalha.</p>
<p>Basta recordar que soldados europeus, nas duas maiores guerras do século 20, lutavam entre si no Oriente Médio e na África, enquanto que tropas colônias desembarcavam na Europa e marchavam para os campos de batalha nas planícies francesas enquanto que as marinhas européias, americanas e japonesas se engalfinhavam em quase todos os mares do mundo.</p>
<p>Assim sendo, nos definimos pelas seguintes etapas: primeira fase da <strong>globalizaçã</strong>o, dominada pela expansão mercantilista (de 1450 a 1850) da economia-mundo européia, a segunda fase, que vai de 1850 a 1950 caracterizada pelo expansionismo industrial-imperialista e colonialista e, por última, a <strong>globalização </strong>propriamente dita, recente, de 1989 até o presente.</p>
<p><strong>1ª fase da internacionalização: expansionismo mercantilista</strong></p>
<p>A primeira<strong> globalização</strong>, resultado da procura de rota marítima para as Índias, assegurou o estabelecimento das primeiras feitorias comerciais européias na Índia, China e Japão, e, principalmente, abriu aos conquistadores europeus as terras do Novo Mundo.</p>
<p>Feitos estes que Adam Smith, em sua visão eurocêntrica, considerou os maiores em toda a história da humanidade. Enquanto as especiarias eram embarcadas para os portos de Lisboa e de Sevilha, de Roterdã e Londres, milhares de imigrantes iberos, ingleses e holandeses, e, um bem menor número de franceses, atravessaram o Atlântico para vir ocupar a América.</p>
<p>Aqui formaram colônias de exploração, no sul da América do Norte, no Caribe e no Brasil, baseadas geralmente num só produto (açúcar, tabaco, café, minério, etc..) utilizando-se de mão de obra escrava vinda da África ou mesmo indígena; ou colônias de povoamento, estabelecidas majoritariamente na América do Norte, baseadas na média propriedade de exploração familiar.</p>
<p>Para atender as primeiras, as colônias de exploração, é que o brutal tráfico negreiro tornou-se rotina, fazendo com que 11 milhões de africanos (40% deles destinados ao Brasil) fossem transportados pelo Atlântico para labutar nas lavouras e nas minas.</p>
<p>Igualmente não deve-se omitir que ela promoveu uma espantosa expropriação das terras indígenas e no sufocamento ou destruição da sua cultura.</p>
<p>Em quase toda a América ocorreu uma catástrofe demográfica, devido aos maus tratos que a população nativa sofreu e as doenças e epidemias que os devastram, devido ao contato com os colonizadores europeus.</p>
<p>Nesta primeira fase estrutura-se um sólido comércio triangular entre a Europa (fornecedora de manufaturas) África (que vende seus escravos) e América (que exporta produtos coloniais). A imensa expansão deste mercado favorece os artesãos e os industriais emergentes da Europa que passam a contar com consumidores num raio bem mais vasto do que aquele abrigado nas suas cidades, enquanto que a importação de produtos coloniais faz ampliar as relações inter-européias.</p>
<p>Exemplo disso ocorre com o açúcar cuja produção é confiada aos senhores de engenho brasileiros, mas que é transportado pelos lusos para os portos holandeses, onde lá se encarregam do seu refino e distribuição.</p>
<p>Os principais portos europeus, americanos e africanos desta primeira <strong>globalização</strong> encontram-se em Lisboa, Sevilha, Cádiz, Londres, Liverpool, Bristol, Roterdã, Amsterdã, Le Havre, Toulouse, Salvador, Rio de Janeiro, Lima, Buenos Aires, Vera Cruz, Porto Belo, Havana, São Domingo, Lagos, Benin, Guiné, Luanda e Cidade do Cabo.</p>
<p>Politicamente, a primeira fase da <strong>globalização </strong>se fez quase toda ela sob a égide das monarquias absolutistas que concentram enorme poder e mobilizam os recursos econômicos, militares e burocráticos, para manterem e expandirem seus impérios coloniais.</p>
<p>Os principais desafios que enfrentam advinham das rivalidades entre elas, seja pelas disputas dinásticas-territoriais ou pela posse de novas colônias no além mar, sem esquecer-se do enorme estragos que os corsários e piratas faziam, especialmente nos séculos 16 e 17, contra os navios carregados de ouro e prata e produtos coloniais.</p>
<p>A doutrina econômica desta primeira fase foi o mercantilismo, adotado pela maioria das monarquias européias para estimular o desenvolvimento da economia dos reinos.</p>
<p>Ele compreendia complexa legislação que recorria a medidas protecionistas, incentivos fiscais e doação de monopólios, para promover a prosperidade geral.</p>
<p>A produção e distribuição do comércio internacional era feita por mercadores privados e por grandes companhias comerciais (as Cias. inglesas e holandesas das Índias Orientais e Ocidentais) e, em geral, eram controladas localmente por corporações de ofício.</p>
<p>Todo o universo econômico destinava-se a um só fim, entesourar, acumular riqueza. O poder de um reino era aferido pela quantidade de metal precioso (ouro, prata e jóias preciosas) existente nos cofres reais.</p>
<p>Para assegurar seu aumento o estado exercia um sério controle das importações e do comércio com as colônias, sobre as quais exerciam o oligopólio bilateral.</p>
<p>(*)Esta política levou a que cada reino europeu terminasse por se transformar num império comercial, tendo colônias e feitorias espalhadas pelo mundo todo ( os principais impérios coloniais foram o inglês, o espanhol, o português, o holandês e o francês).</p>
<p>Um dos símbolos desta época, a bolsa de valores de Amberes, consciente do que representava, tinha como justo lema a frase latina “Ad usum mercatorum cujusque gentis ac linguae”, que ela servia aos mercadores de todas as línguas da terra.</p>
<p>(*) o oligopólio bilateral é expressão que serve para descrever a situação de subordinação em que as colônias se encontravam perante as metrópoles.</p>
<p>Além de estarem impedidas de negociarem com outros países, elas eram obrigadas a adquirir suas necessidades apenas com negociantes e mercadores metropolitanos bem como somente vender a eles o que produziam, desta forma a metrópole ganhava ao vender e ao comprar.</p>
<h2>2ª fase da internacionalização: nova necessidades</h2>
<p>&#8220;Por meio de sua exploração do mercado mundial ,a burguesia deu caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países&#8230;</p>
<p>As velhas indústrias nacionais foram destruídas ou estão-se destruindo-se dia a dia&#8230;.</p>
<p>Em lugar das antigas necessidades satisfeitas pela produção nacional, encontramos novas necessidades que querem para a sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas os mais diversos.</p>
<p>Em lugar do antigo isolamento local&#8230;desenvolvem-se, em todas as direções, um intercâmbio e uma interdependência universais..&#8221; &#8211; Karl Marx &#8211; Manifesto Comunista, 1848</p>
<p>Os principais acontecimentos que marcam a transição da primeira fase da globalização para a segunda dão-se nos campos da técnica e da política. A partir do século 18, a Inglaterra industrializa-se aceleradamente e, depois dela, a França, a Bélgica, a Alemanha e a Itália.</p>
<p>A máquina à vapor é introduzida nos transportes terrestres (estradas-de-ferro) e marítimos (barcos à vapor) Conseqüentemente esta nova época será regida pelos interesses da indústria e das finanças, sua associada e, por vezes amplamenente dominante, e não mais das motivações dinásticas-mercantís.</p>
<p>Será a grande burguesia industrial e bancária, e não mais os administradores das corporações mercantis e os funcionários reais quem liderará o processo.</p>
<p>Esta interpenetração dos bancos com a indústria, com tendências ao monopólio ou ao oligopólio, fez com que o economista austríaco Rudolf Hilferding a denominasse de “O Capital Financeiro” (Das Finanz kapital, titulo da sua obra publicado em 1910), considerando-a um fenômeno novo da economia-politica moderna.</p>
<p>Lenin definiu-a como a etapa final do capitalismo, a etapa do imperialismo.  Luta o capital financeiro pela ampliação dos mercados e pela obtenção de novas e diversas fontes de matérias primas.</p>
<p>A doutrina econômica em que se baseia é a do capitalismo laissez-faire, um liberalismo radical inspirado nos fisiocratas franceses e apoiado pelos economistas ingleses Adam Smith e David Ricardo que advogavam a superação do Mercantilismo com suas políticas arcaicas.</p>
<p>Defendem o livre-cambismo na relações externas, mas em defesa das suas indústrias internas continuam em geral protecionistas, como é o caso da política Hamiltoniana nos Estados Unidos e a da Alemanha Imperial e a do Japão(*).</p>
<p>A escravidão que havia sido o grande esteio da primeira <strong>globalização</strong>, tornou-se um impedimento ao progresso do consumo e, somada à crescente indignação que ela provoca, termina por ser abolida, primeiro em 1789 e definitivamente em 1848 ( no Brasil ela ainda irá sobreviver até 1888). Este segundo momento &#8211; segundo a orientação do que Hobson chamou de “a politica de uma minoria sem escrúpulos” -, irá se caracterizar pela ocupação territorial de certas partes da África e da Ásia, além de estimular o povoamento das terras semi-desocupadas da Austrália e da Nova Zelândia.</p>
<p>No campo da política a revolução americana de 1776 e a francesa de 1789 irão liberar enorme energia fazendo com que a busca da realização pessoalpromova grande ascensão social das massas.</p>
<p>Logo depois, como resultado das guerras napoleônicas e da generalizada abolição da servidão e outros impedimentos feudais, milhões de europeus ( calcula-se em 60 milhões num século) abandonam lares e emigram em massa para os EUA, Canadá, e para a América do Sul (Brasil, Argentina, Chile e Uruguai).</p>
<p>A posse de novas colônias torna-se ornamento na política das potências ( só a Grã-Bretanha possui mais de 50, ocupando inclusive áreas antieconômicas).</p>
<p>O cobiçado mercado chinês finalmente é aberto pelo Tratado de Nanquim de 1842 e o Japão é forçado a abandonar a política de isolamento da época Tokugawa ao assinar tratado com os americanos em 1853.</p>
<p>Cada uma das potências européias rivaliza-se com as demais na luta pela hegemonia do mundo, ou como disse John Strachey: “lançaram-se unanimemente, em rivalidade feroz&#8230;para anexar o resto do mundo”.</p>
<p>O resultado é um acirramento da corrida imperialista e da política belicista que levará os europeus à duas guerras mundiais, a de 1914-18 e a de 1939-45.</p>
<p>Entrementes outros aspectos técnicos ajudam a <strong>globalização</strong>: o trem e o barco à vapor encurtam as distâncias, o telégrafo e , em seguida, o telefone, aproximam os continentes e os interesses ainda mais.</p>
<p>E, principalmente depois do vôo transatlântico de Charles Lindbergh em 1927, a aviação passa a ser mais um elemento que permite o mundo tornar-se menor. Nestes cem anos da segunda fase da <strong>globalização</strong> (1850-1950) os antigos impérios dinásticos desabaram (o dos Bourbons em 1789 e, definitivamente, em 1830, o dos Habsburgos e dos Hohenzollers em 1914, o dos Romanov em 1917)</p>
<p>Das diversas potências que existiam em 1914 (O Império britânico, o francês, o alemão, o austro-húngaro, o italiano, o russo e o turco otomano) só restam depois da 2ª Guerra, as superpotências: os Estados Unidos e a União Soviética.</p>
<p>Feridas pelas guerras as metrópoles deram para desabar, obrigando-se a aceitar a libertação dos povos coloniais que formaram novas nações.</p>
<p>Mesmo assim, umas independentes e outras neocolonizadas, continuaram ligadas ao sistema internacional. Somam-se, no pós-1945, os países do Terceiro Mundo recém independente (a Índia é a primeira a obtê-la em 1947) às nações latino-americanas que conseguiram sua autonomia política entre 1810-25, ainda no final da primeira fase da <strong>internacionalização</strong>.</p>
<p>No entanto nem a descolonização nem as revoluções comunistas, a da Rússia de 1917 e a da China de 1949, servirão de entrave para que a mais longo prazo o processo de <strong>globalização</strong> seja retomado.</p>
<p>(*) Os países industrializados defendem o livre-cambismo ( o preço melhor vence) quando se sentem fortes, como foi o caso da Inglaterra nos séculos 18 e 19 e hoje é a posição dominante dos E.U.A.</p>
<p>Mas para aqueles que precisam criar sua própria indústria ou proteger a que está ainda se afirmando, precisam recorrer à política protecionista com suas elevadas barreiras alfandegárias para evitar sua quebra.</p>
<h2>Globalização recente</h2>
<p>“O conceito do direito mundial de cidadania não os protege (os povos) contra a agressão e a guerra, mas a mútua convivência e proveito os aproxima e une.</p>
<p>O espirito comercial, incompatível com a guerra, se apodera tarde ou cedo dos povos. De todos os poderes subordinados à força do Estado, é o poder do dinheiro que inspira mais confiança e por isto os Estados se vêm obrigados &#8211; não certamente por motivos morais- a fomentar a paz&#8230;” &#8211; I.Kant &#8211; A paz perpétua, 1795.</p>
<p>No decorrer do século 20 três grandes projetos de liderança da <strong>globalização</strong> conflitaram-se entre si: o comunista, inaugurado com a Revolução bolchevique de 1917 e reforçado pela revolução maoista na China em 1949; o da contra-revolução nazi-fascista que, em grande parte, foi poderosa reação direitista ao projeto comunista, surgido nos anos de 1919, na Itália e na Alemanha, extendendo-se ao Japão, que foi esmagado no final da 2ª Guerra Mundial, em 1945; e, finalmente, o projeto liberal-capitalista liderado pelos países anglo-saxãos, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.</p>
<p>Num primeiro momento ocorreu a aliança entre o liberalismo e o comunismo (em 1941-45) para a auto-defesa e, depois, a destruição do nazi-fascismo. Num segundo momento os vencedores, os EUA e a URSS,e desentenderam-se, gerando a guerra fria (1947-1989). O liberalismo norte-americano rivalizou-se com o comunismo soviético em guerra ideológica mundial e em competição armamentista e tecnológica que quase levou a humanidade a uma catástrofe (a crise dos mísseis de 1962).</p>
<p>Com a política da glasnost, adotada por Mikhail Gorbachov na URSS desde 1986, a guerra fria encerrou-se e os Estados Unidos proclamaram-se vencedores.</p>
<p>O momento símbolo disto foi a derrubada do Muro de Berlim ocorrida em novembro de 1989, acompanhada da retirada das tropas soviéticas da Alemanha reunificada e seguida da dissolução da URSS em 1991.</p>
<p>A China comunista, por sua vez, que desde os anos 70 adotara as reformas visando sua modernização, abriu-se em várias zonas especiais para a implantação de indústrias multinacionais.</p>
<p>A política de Deng Xiaoping de conciliar o investimento capitalista com o monopólio do poder do partido comunista, esvaziou o regime do seu conteúdo ideológico anterior. Desde então só restou hegemônica no moderno sistema mundial a economia-mundo capitalista, não havendo nenhuma outra barreira a antepor-se à <strong>globalização.</strong></p>
<p>Chegamos desta forma a situação presente onde sobreviveu uma só superpotência mundial: os Estados Unidos.</p>
<p>É a única que tem condições operacionais de realizar intervenções militares em qualquer canto do planeta (Kuwait em 1991, Haiti em 1994, Somália em 1996, Bosnia em 1997, etc..).</p>
<p>Enquanto na segunda fase da<strong> globalização </strong>vivia-se na esfera da libra esterlina, agora é a era do dólar, enquanto que o idioma inglês tornou-se a língua universal por excelência. Pode-se até afirmar que a <strong>internacionalização</strong> recente nada mais é do que a tentativa dos EUA de norte-americanizar o mundo.</p>
<h2>Desequilíbrios e perspectivas da internacionalização</h2>
<p>O processo produtivo mundial é formado por conjunto de umas 400-450 grandes corporações (a maioria delas produtora de automóveis e ligada ao petróleo e às comunicações) que têm seus investimentos espalhados pelos 5 continentes.</p>
<p>A nacionalidade delas é majoritariamente americana, japonesa, alemã, inglesa, francesa, suíça, italiana e holandesa.</p>
<p>Portanto, pode-se afirmar sem erro que os países que assumiram o controle da primeira fase da <strong>globalização</strong> (a de 1450-1850), apesar da descolonização e dos desgastes das duas guerras mundiais, ainda continuam obtendo os frutos do que conquistaram no passado.</p>
<p>A razão disso é que detêm o monopólio da tecnologia e seus orçamentos, estatais e privados, dedicam imensas verbas para a ciência pura e aplicada.</p>
<p>Politicamente a <strong>internacionalização</strong> recente caracteriza-se pela crescente adoção de regimes democráticos.</p>
<p>Um levantamento indicou que 112 países integrantes da ONU, entre 182, podem ser apontados como seguidores (ainda que com várias restrições) de práticas democráticas, ou pelo menos, não são tiranias ou ditaduras.</p>
<p>A título de exemplo lembramos que na América do Sul, na década dos 70, somente a Venezuela e a Colômbia mantinham regimes civis eleitos.</p>
<p>Todos os demais países eram dominados por militares ( personalistas como no Chile, ou corporativos como no Brasil e Argentina). Enquanto que agora , nos finais dos noventa, não temos nenhuma ditadura na América do Sul.</p>
<p>Neste processo de universalização da democracia as barreiras discriminatórias ruíram uma a uma (fim da exclusão motivada por sexo, raça, religião ou ideologia), acompanhado por uma sempre ascendente padronização cultural e de consumo.</p>
<p>A ONU que deveria ser o embrião de governo mundial foi tolhida e paralisada pelos interesses e vetos das superpotências durante a guerra fria e, mais recentemente, pelos interesses norte-americanos e sionistas.</p>
<p>Enquanto que no passado os instrumentos da integração foram a caravela, o galeão, o barco à vela, o barco a vapor e o trem, seguidos do telégrafo e do telefone, a <strong>globalização</strong> recente se faz pelos satélites e pelos computadores ligados na Internet. Se antes ela martirizou africanos e indígenas e explorou a classe operária fabril, hoje utiliza-se do satélite, do robô e da informática, abandonando a antiga dependência do braço em favor do cérebro, elevando o padrão de vida para patamares de saúde, educação e cultura até então desconhecidos pela humanidade.</p>
<p>O domínio da tecnologia por um seleto grupo de países ricos, porém, abriu um fosso com os demais, talvez o mais profundo em toda a história conhecida. Roma, quando império universal, era superior aos outros povos apenas na arte militar, na engenharia e no direito.</p>
<p>O Brasil, China, Índiua e África do Sul buscam a solução para atenuar este abismo entre os ricos do Norte e os pobres do Sul que só se ampliou. No entanto, é bom que se reconheça que tais diferenças não resultam de novo processo de espoliação como os praticados anteriormente pelo colonialismo e pelo imperialismo, pois não implicam  dominação política, havendo, bem ao contrário, aproximação e busca de intercâmbio e cooperação.</p>
<p>(*) Quanto à exportação de produtos da vanguarda tecnológica (microeletrônica, computadores, aeroespaciais, equipamento de telecomunicações, máquinas e robôs, equipamento científico de precisão, medicina e biologia e químicos orgânicos).</p>
<p>Com a formação dos mercados regionais ou intercontinentais (Nafta, Unidade Européia, Comunidade Econômica Independente, a Alba, o Mercosul, a China, a Índia, o Japão, e com a conseqüente interdependência entre eles, assentam-se as bases para os futuros governos transnacionais que, provavelmente, servirão como unidades federativas de uma administração mundial a ser constituída.</p>
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