>>Globalização impulsiona tráfico humano

Globalização impulsiona tráfico de pessoas
Aumento do crime mobiliza o Brasil, mas ações apresentam falhas, segundo pesquisadora da UnB
Apesar da Política Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas, estabelecida pelo governo brasileiro, em 2006, e da criação do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, em 2008, que criou conjunto de ações de 13 áreas do governo federal, cerca de 2,5 mil brasileiros são enviados para o exterior para exploração por redes internacionais de criminosos.
A denúncia é da advogada Thalita Carneiro Ary, que defendeu dissertação de mestrado sobre tráfico de pessoas,  no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB).
Para a pesquisadora, a Política e o Plano representam avanços significativos no campo da legislação, mas a implementação das ações de prevenção e repressão ainda é falha, pois sua eficácia depende muito do contexto regional e local.
Thalita descobriu que o número de inquéritos policiais para investigar tráfico de pessoas saltou de 1 em 1990 para mais de cem, a partir de 2005,  e construiu, a partir da análise de diversos estudos, perfil das vítimas brasileiras enviadas para o exterior: mulheres de 18 a 21 anos de baixa escolaridade e que trabalham como empregadas domésticas.
O destino mais comum é a Europa, em especial Espanha e Portugal. Os aliciadores, por sua vez, são homens mais velhos (31-40 anos) com alto grau de instrução. Muitos são empresários que mantêm negócios como casas de shows e salões de beleza.
Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a cada ano, cerca de 2,5 milhões de pessoas são recrutadas e exploradas por redes internacionais de criminosos.
A grande maioria (98%) são mulheres envolvidas na exploração sexual comercial.
Crianças e adolescentes estão entre as vítimas preferenciais.
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http://www.ecodebate.com.br/2010/01/27/globalizacao-impulsiona-trafico-de-pessoas/

Apesar da Política Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas, estabelecida pelo governo brasileiro, em 2006, e da criação do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, em 2008, que criou conjunto de ações de 13 áreas do governo federal, cerca de 2,5 mil brasileiros são enviados para o exterior para exploração por redes internacionais de criminosos.
A denúncia é da advogada Thalita Carneiro Ary, que defendeu dissertação de mestrado sobre tráfico de pessoas,  no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB).
Para a pesquisadora, a Política e o Plano representam avanços significativos no campo da legislação, mas a implementação das ações de prevenção e repressão ainda é falha, pois sua eficácia depende muito do contexto regional e local.
Thalita descobriu que o número de inquéritos policiais para investigar tráfico de pessoas saltou de 1 em 1990 para mais de cem, a partir de 2005,  e construiu, a partir da análise de diversos estudos, perfil das vítimas brasileiras enviadas para o exterior: mulheres de 18 a 21 anos de baixa escolaridade e que trabalham como empregadas domésticas.
O destino mais comum é a Europa, em especial Espanha e Portugal. Os aliciadores, por sua vez, são homens mais velhos (31-40 anos) com alto grau de instrução. Muitos são empresários que mantêm negócios como casas de shows e salões de beleza.
Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a cada ano, cerca de 2,5 milhões de pessoas são recrutadas e exploradas por redes internacionais de criminosos.
A grande maioria (98%) são mulheres envolvidas na exploração sexual comercial.
Crianças e adolescentes estão entre as vítimas preferenciais.

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