>>Despesa militar dos EUA vai a US$ 1,7 trilhão neste ano
Despesa militar dos EUA vai a US$ 1,7 trilhão neste ano
Os gastos militares dos EUA neste ano aumentarão para US$ 1,7 trilhão.
A informação é da War Resister League.
Segundo a entidade pacisfista, essas despesas bélicas beneficiam diretemente a indústria armamentista do país, que é privilegiada também com as infindáveis compras de armas e equipamentos por parte de grande número de países dependentes dos EUA (mais de dois terços das armas vendidas no mundo, em 2008, foram fabricadas pelos norte-americanos).
Para os pacifistas, os valores assustadoramente crescentes das despesas bélicas dos EUA tornam evidentes a dependência da economia norte-americana em relação às guerras nos quatro cantos do mundo.
A jornalista e historiadora Sara Flounders afirma que décadas de constante ressuscitar da economia capitalista através do estímulo com despesas de guerra criaram vício de militarismo que as corporações estado-unidenses não podem dispensar.
Ela acrescenta no entanto que a indústria armamentista já não é suficientemente grande para resolver o problema capitalista da superprodução.
“A economia dos EUA está cada vez mais dependente do estimulante super-lucro e dos sobrecustos militares”, afirma Sara, acrescentando que o orçamento militar cresceu tanto que agora ameaça esmagar e devorar todo o financiamento social.
“As despesas militares reduzem o financiamento para toda a atividade humana. As cidades dos EUA estão em colapso.
A infraestrutura de pontes, estradas, barragens, canais e túneis está desintegrando-se, por falta de investimentos, porque todos os recursos são canalizados para gastos militares. O desemprego é elevado; o desemprego entre negros e latinos é de mais de 50%. Catorze milhões de crianças nos EUA vivem em habitações abaixo do nível de pobreza”, denuncia ela.
Segundo o Center for Arms Control and Non-Proliferation, os gastos militares dos EUA agora são significativamente maiores, em termos de dólares de 2009, do que foram durante os anos de pico da Guerra da Coreia (1952: US$ 604 bilhões), da Guerra do Vietnam (1968: US$ 513 bilhões) ou da era militarista do presidente republicano Ronald Reagan na década de 1980, quando o ápice do orçamento militar, em 1985, chegou a US$ 556 bilhões.
“Mas isto já não é mais suficiente para manter a economia dos EUA à tona. As expectativas, após o fim da Guerra-fria e o colapso da União Soviética, de que bilhões de dólares poderiam ser canalizados para ações sociais desapareceram, apagadas pelo contínuo crescimento astronômico do orçamento do Pentágono, cuja estratégia é voltada para a dominação global”, afirma a entidade.
Leia o artigo de Sara Flounders, em português, no Resistir.info
http://resistir.info/eua/pentagon_budget_p.html
Os gastos militares dos EUA neste ano aumentarão para US$ 1,7 trilhão.
A informação é da War Resister League.
Segundo a entidade pacisfista, essas despesas bélicas beneficiam diretemente a indústria armamentista do país, que é privilegiada também com as infindáveis compras de armas e equipamentos por parte de grande número de países dependentes dos EUA (mais de dois terços das armas vendidas no mundo, em 2008, foram fabricadas pelos norte-americanos).
Para os pacifistas, os valores assustadoramente crescentes das despesas bélicas dos EUA tornam evidentes a dependência da economia norte-americana em relação às guerras nos quatro cantos do mundo.
A jornalista e historiadora Sara Flounders afirma que décadas de constante ressuscitar da economia capitalista através do estímulo com despesas de guerra criaram vício de militarismo que as corporações estado-unidenses não podem dispensar.
Ela acrescenta no entanto que a indústria armamentista já não é suficientemente grande para resolver o problema capitalista da superprodução.
“A economia dos EUA está cada vez mais dependente do estimulante super-lucro e dos sobrecustos militares”, afirma Sara, acrescentando que o orçamento militar cresceu tanto que agora ameaça esmagar e devorar todo o financiamento social.
“As despesas militares reduzem o financiamento para toda a atividade humana. As cidades dos EUA estão em colapso.
A infraestrutura de pontes, estradas, barragens, canais e túneis está desintegrando-se, por falta de investimentos, porque todos os recursos são canalizados para gastos militares. O desemprego é elevado; o desemprego entre negros e latinos é de mais de 50%. Catorze milhões de crianças nos EUA vivem em habitações abaixo do nível de pobreza”, denuncia ela.
Segundo o Center for Arms Control and Non-Proliferation, os gastos militares dos EUA agora são significativamente maiores, em termos de dólares de 2009, do que foram durante os anos de pico da Guerra da Coreia (1952: US$ 604 bilhões), da Guerra do Vietnam (1968: US$ 513 bilhões) ou da era militarista do presidente republicano Ronald Reagan na década de 1980, quando o ápice do orçamento militar, em 1985, chegou a US$ 556 bilhões.
“Mas isto já não é mais suficiente para manter a economia dos EUA à tona. As expectativas, após o fim da Guerra-fria e o colapso da União Soviética, de que bilhões de dólares poderiam ser canalizados para ações sociais desapareceram, apagadas pelo contínuo crescimento astronômico do orçamento do Pentágono, cuja estratégia é voltada para a dominação global”, afirma a entidade.
Clique aqui e leia o artigo de Sara Flounders, em português, no Resistir.info