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A antidemocrática Folha de S. Paulo e o golpe em Honduras

Emerson Leal
Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos

A Folha de S.Paulo, em seu editorial de 29/01/2009 (Lições de Honduras), teve triste recaída antidemocrática.
Pior que isso só mesmo o epíteto de “ditabranda” inventado pelo jornalão para o regime de arbítrio da ditadura implantada em nosso País através do golpe de 1964.
Quem leu aquele insólito editorial, há de concordar comigo.
O subtítulo já apontava para o que estava por vir: “Diplomacia brasileira sai de mãos vazias e com a imagem arranhada após desfecho da crise com a posse de Porfírio Lobo”
– ‘Mãos vazias’? Como assim?
A FPS tenta transformar a atitude politicamente correta e justa do governo federal, de dar asilo político ao ex-presidente Zelaya – que foi apeado do poder por um golpe de estado articulado pela oligarquia hondurenha e inspirado, ao que tudo indica, pelo Departamento de Estado norte-americano –, em erro crasso da diplomacia e da política externa brasileiras.
Em momento algum a Folha classifica o golpe militar que ocorreu em Honduras de ‘golpe’ e tergiversa sobre a proposta que Zelaya estava submetendo ao seu povo; esconde que a verdadeira causa do golpe foi o fato de o presidente deposto, antes um político que fazia parte do sistema oligárquico e excludente hondurenho, ter mudado de lado e estar avançando no sentido de um governo mais sintonizado com os interesses nacionais e populares.
A Folha de S. Paulo finge que não entendeu o movimento e as contradições explícitas do governo dos EUA na articulação do golpe, nem como tudo isto está relacionado com a tentativa de reversão de um quadro político latino-americano, que consiste em fazer abortar a possibilidade de forças nacionais, democráticas e populares assumirem o comando de seus respectivos países.
A FSP chega ao ridículo de criticar o governo Lula por ter concedido abrigo a Zelaya e por considerar que tal apoio teria “chegado perto de uma ruptura do princípio de não ingerência tradicionalmente observado pelo Brasil”.
O absurdo de tal assertiva beira o paroxismo: o fato de a Folha adotar o lado dos golpistas e usurpadores do poder é um direito que lhe assiste. Mas daí a exigir que o governo brasileiro faça o mesmo, é uma piada de extremo mau gosto.
A subalternidade do jornalão aos interesses norte-americanos é tamanha, que além de vários outros impropérios políticos, sai ainda com esse: “O papel real de mediador terminou exercido pelos EUA, que costuraram o acordo para a realização de eleições livres”. Ora, como qualificar de livre uma eleição que (nos moldes das eleições “livres” realizadas no Iraque e no Afeganistão) ocorre sob a mira dos fuzis do exército golpista hondurenho e da qual metade da população não participa?

Presidente Lula, aqueles que sonham com uma América Latina livre, democrática e soberana, saúdam sua determinação no enfrentamento desse triste atentado contra a democracia em Honduras e na América Latina.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by Equipe - 8 de fevereiro de 2010 at 13:08

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Destaques

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Enquanto no Brasil, o Programa Nacional de Direitos Humanos causa reações violentas dos militares, há, na América do Sul, exemplos de que crimes de lesa humanidade são imprescritíveis e devem ser punidos.

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Be the first to comment - What do you think?  Posted by Equipe - 3 de janeiro de 2010 at 19:57

Categories: Europa   Tags:

EUA perdem; China ganha

james-petrasEUA perdem; China ganha
Corrupção e militarismo mantem a política interna e externa norte-americana em contínua deterioração
stunning corruption of American politics and its cancerous militarism is a guarantor of continuing misguided policies on the domestic and international fronts
James Petras acaba de publicar nos sites…. artigo muito interessante comparando as ações dos EUA e da China no mundo, para concluir que os norte-americanos perdem terreno.
1. A China atingiu o status de potência mundial com base em maciços investimentos internos e no estrangeiro em manufatura, transporte, tecnologia, mineração e processamento de minérios; os EUA é potência mundial em declínio com sociedade em deterioração resultante da sua construção imperial baseada no poder militar e da sua economia centrada na especulação financeira.
2- Os EUA buscam clientes militares menores na Ásia; ao passo que a China expande comércio e investimento com grandes parceiros – Rússia, Japão e Coreia do Sul.
3- Os EUA drenam a economia interna para financiar guerras; a China extrai recursos minerais e energéticos para criar mercado interno de empregos industriais.
4- Os EUA investem em tecnologia militar para alvejar insurgentes locais em desafio aos regimes de seus clientes; a China investe em tecnologia civil para criar exportações competitivas.
5- Os EUA resgatam e reforçam o seu setor financeiro parasita, o qual saqueou as indústrias e especula em objetivos financeiros sem qualquer impacto sobre o emprego, a produtividade e a competitividade; a China reestrutura a economia rumo ao desenvolvimento do interior do país e estabelece maiores gastos sociais para corrigir desequilíbrios e desigualdades sociais.
6- Os EUA multiplicam guerras e tropas no Médio Oriente, Sul da Ásia, África e Caribe; a China proporciona investimentos e empréstimos para a construção de infraestrutura, extração de minérios, produção de energia e instalações de montagem na África.
7- Os EUA proporcionam ajuda militar à Colômbia, onde asseguram sete bases militares (para ameaçar a Venezuela), apoiam golpe militar em Honduras e denunciam o Brasil e a Bolívia por diversificarem econômicos com o Irã; a China assina acordos de comércio e investimento com o Irã, Venezuela, Brasil, Argentina, Chile, Peru e Bolívia, assegurando acesso a recursos energéticos, minerais e agrícolas estratégicos.
E mais:
A China não bombardeia ou devasta outros países; os EUA estão comprometidos em monstruosa máquina militar global que drena a economia interna e reduz o padrão de vida interna a fim de financiar as suas infindáveis guerras no estrangeiro, além disto, as finanças, o imobiliário e o capital comercial minam o setor industrial;
A China investe em países ricos em petróleo; os EUA atacam-nos.
A China vende pratos e balões para festas de casamentos afegãs;os EUA lançam bombas sobre as celebrações.
Clique aqui e leia a íntegra do artigo de James Petras, em português, no site Resisitr.info.
http://resistir.info/petras/china_usa.html
Clique aqui e leia a íntegra do artigo de James Petras, em inglês.
http://www.bestcyrano.org/?p=4483

Militarismo e especulação financeira levam políticas interna
e externa norte-americanas à contínua deterioração

james-petras

James Petras

O sociólogo James Petras, da Universidade de Binghamton, em Nova York, acaba de publicar artigo muito interessante comparando as ações dos EUA e da China no mundo, para mostrar como os norte-americanos perdem terreno em relação aos asiáticos. Vale a pena ler:

1. Os EUA são potência mundial em declínio, com sociedade em deterioração resultante da sua construção imperial baseada no poder militar e em economia centrada na especulação financeira; a China atingiu o status de potência mundial com base em maciços investimentos internos e externos, em manufatura, transporte, tecnologia, mineração e processamento de minérios.

2- Os EUA buscam países clientes militares menores; a China expande comércio e investimento com grandes parceiros – Rússia, Japão e Coreia do Sul.

3- Os EUA drenam a economia interna para financiar guerras; a China extrai recursos minerais e energéticos para criar mercado interno de empregos industriais.

4- Os EUA investem em tecnologia militar para alvejar insurgentes locais em desafio aos regimes de países clientes; a China investe em tecnologia civil para criar exportações competitivas.

5- Os EUA resgatam e reforçam setor financeiro parasita, que saqueou as indústrias e especula sem qualquer impacto sobre o emprego, a produtividade e a competitividade; a China reestrutura a economia rumo ao desenvolvimento do interior do país e estabelece maiores gastos sociais para corrigir desequilíbrios e desigualdades sociais.

6- Os EUA multiplicam guerras e tropas no Oriente Médio, Sul da Ásia, África e Caribe; a China proporciona investimentos e empréstimos para a construção de infraestrutura, extração de minérios, produção de energia e instalações de montagem na África.

7- Os EUA dão ajuda militar à Colômbia, onde asseguram sete bases militares (para ameaçar a Venezuela), apoiam golpe militar em Honduras e denunciam o Brasil e a Bolívia por diversificarem laços econômicos com o Irã; a China assina acordos de comércio e investimento com o Irã, Venezuela, Brasil, Argentina, Chile, Peru e Bolívia, assegurando acesso a recursos energéticos, minerais e agrícolas.

E mais:
A China não bombardeia ou devasta outros países; os EUA estão comprometidos em monstruosa máquina militar global que drena a economia interna e reduz o padrão de vida interna a fim de financiar as suas infindáveis guerras no estrangeiro.
A China investe em países ricos em petróleo; os EUA atacam-nos.
A China vende pratos e balões para festas de casamentos afegãs; os EUA lançam bombas sobre estas celebrações.

Clique aqui e leia a íntegra do artigo de James Petras, em português.

Clique aqui e leia a íntegra do artigo de James Petras, em inglês.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by Equipe - 5 de fevereiro de 2010 at 9:07

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